Duas pessoas foram condenados por tentativa de homicídio qualificado e por integrarem uma organização criminosa com emprego de arma de fogo em Pescaria Brava. Um deles recebeu pena de 18 anos, 11 meses e 22 dias de reclusão. O outro foi condenado a 21 anos, nove meses e 18 dias de reclusão. Ambos cumprirão a pena em regime inicial fechado.
As condenações foram definidas pelo Tribunal do Júri da Comarca de Laguna, que acolheu a tese apresentada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). Segundo o órgão, os acusados cometeram a tentativa de homicídio por motivo fútil, motivada por uma disputa pelo tráfico de drogas, e agiram mediante emboscada.
Reconstituição do crime
De acordo com a denúncia da 2ª Promotoria de Justiça de Laguna, o crime aconteceu em agosto de 2024, no bairro Mar Grosso. Conforme a investigação, os acusados perseguiram o veículo da vítima e, quando ela parou, um dos réus desceu do automóvel e efetuou pelo menos 15 disparos, causando diversos ferimentos.
Conforme a denúncia, o segundo acusado dirigia o veículo utilizado na ação e foi responsável por providenciar tanto o carro quanto a arma usada no crime. Após os disparos, os dois fugiram e abandonaram o veículo no município de Pescaria Brava.
A vítima conseguiu correr e se esconder logo após os disparos. Ela foi socorrida rapidamente e encaminhada para atendimento médico, o que impediu que o homicídio fosse consumado.
Júri reconhece crimes e mantém réus presos
O Conselho de Sentença reconheceu que a tentativa de homicídio foi praticada por motivo fútil, em razão de uma disputa pelo tráfico de drogas, e mediante emboscada. Os jurados também reconheceram a participação dos réus em uma organização criminosa e aplicaram a causa de aumento de pena pelo uso de arma de fogo na atuação da facção.
Durante o julgamento, a representante do MPSC destacou o trabalho das Polícias Militar e Civil, afirmando que a investigação reuniu provas robustas, esclareceu a dinâmica do crime e foi fundamental para a condenação dos acusados, considerada importante para conter o avanço da organização criminosa em Laguna.
Presos preventivamente desde a fase de investigação, os condenados permanecerão detidos e não poderão recorrer da sentença em liberdade, conforme decisão do Tribunal do Júri.











