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menino agredido na Praia do Rosa

Padrasto que agrediu criança pode responder por tortura; menino está em Imbituba

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O menino de 1 ano e 6 meses que foi vítima de agressões do padrasto dentro de um carro, em Palhoça, permanece acolhido com o avô materno, na Praia do Rosa, em Imbituba, enquanto as investigações sobre o caso avançam. O episódio, que comoveu Santa Catarina após a divulgação de um vídeo das agressões, agora é acompanhado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), que avalia o enquadramento do suspeito pelo crime de tortura.

A criança foi entregue aos cuidados da família após a prisão em flagrante do padrasto, ocorrida na última terça-feira (30). Desde então, o menino está em segurança no Litoral Sul catarinense, onde recebe o acompanhamento dos familiares.

Investigação pode enquadrar suspeito por tortura

O caso tramita sob segredo de Justiça e será analisado pela 10ª Promotoria de Justiça de Palhoça, especializada em crimes praticados contra crianças, conforme prevê a Lei Henry Borel.

Inicialmente autuado em flagrante após as agressões, o homem teve a prisão preventiva decretada e poderá responder por crime de tortura, conforme a investigação conduzida pelo Ministério Público.

Vídeo registrou agressões dentro de veículo

As agressões foram registradas por testemunhas que presenciaram a cena em uma rua de Palhoça.

As imagens mostram o padrasto agredindo o menino com puxões de cabelo e golpes enquanto a criança permanecia dentro de um automóvel. Durante a gravação, pessoas que estavam no local demonstram indignação e afirmam que o rosto do bebê apresentava marcas e ferimentos.

Após o flagrante, a Polícia Militar foi acionada e realizou a prisão do suspeito.

Testemunha relata histórico de negligência

Além das agressões registradas em vídeo, uma mulher que afirmou conhecer a rotina da família relatou que a criança já enfrentava uma situação de negligência antes do episódio.

Segundo o depoimento, o menino permanecia por vários dias com a mesma roupa, apresentava atrasos na troca de fraldas e sinais de falta de higiene. A testemunha também afirmou ter presenciado ocasiões em que o padrasto puxava a criança pelo braço e pela orelha por motivos considerados banais.

As informações fazem parte do conjunto de elementos analisados durante a investigação.

Criança está protegida com familiares em Imbituba

Enquanto o processo segue em andamento, o menino permanece acolhido com o avô na Praia do Rosa, em Imbituba.

A transferência ocorreu após atuação dos órgãos de proteção à infância, garantindo que a criança permanecesse sob os cuidados de familiares em um ambiente seguro durante a apuração dos fatos.

Por envolver um menor de idade, o caso segue sob segredo de Justiça.

Confira também a matéria: “VÍDEO: Criança agredida pelo padrasto com celular e puxão de cabelo vai morar com avó em Imbituba” para entender toda a cronologia dos acontecimentos.

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