O Sindicato dos Bancários de Laguna e Região convocou os trabalhadores da categoria para uma Assembleia Geral Extraordinária na próxima terça-feira (8). O encontro terá como objetivo discutir e deliberar sobre as propostas apresentadas pelos bancos para a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) e dos Acordos Coletivos de Trabalho (ACTs).
A assembleia será realizada simultaneamente em Laguna e Imbituba. Na cidade de Imbituba, o encontro ocorrerá na Escola Henrique Lage, localizada na Rua Irineu Bornhausen, nº 505, no Centro. O local é destinado aos trabalhadores das agências de Imaruí e Imbituba.
Em Laguna, a reunião acontecerá na sede do Sindicato dos Bancários, na Avenida Calistrato Muller Salles, nº 125, no bairro Progresso, destinada aos trabalhadores das agências do município.

Possibilidade de greve
Conforme o edital, a primeira convocação está marcada para 17h30, com a maioria legal. Caso não haja número suficiente de participantes, a segunda e última convocação será às 18h, com qualquer número de bancários presentes.
Durante a assembleia, os trabalhadores deverão votar pela aprovação ou rejeição das propostas apresentadas pela Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e bancos privados para a renovação dos acordos coletivos.
Caso as propostas sejam rejeitadas, o edital prevê ainda a deliberação e votação de uma proposta de greve por tempo indeterminado a partir de quarta-feira (9).
O sindicato informa que a assembleia é destinada a bancários e bancárias, associados ou não ao sindicato, integrantes de sua base territorial.
Trabalhadores votarão propostas diferentes para bancos privados, BB e Caixa
Na assembleia, os bancários de Laguna e Imbituba deverão decidir, separadamente, pela aprovação ou rejeição das propostas apresentadas para cada segmento. Para os empregados dos bancos privados, a Fenaban propôs reajuste de 100% do INPC mais 0,6% de ganho real em 2026 e a repetição da fórmula em 2027.
O reajuste também incide sobre salários, vale-alimentação, vale-refeição, auxílio-creche/babá e Participação nos Lucros e Resultados (PLR), além da manutenção da Convenção Coletiva e de mudanças em temas como emprego, fechamento de agências, teletrabalho, direito à desconexão e combate ao assédio.
Para os funcionários do Banco do Brasil, a proposta de renovação do Acordo Coletivo prevê, entre outros pontos, um bônus de R$ 3 mil para trabalhadores elegíveis à Campanha de Adimplência 2026, adiantamento de R$ 360 milhões para a Cassi, estudos para revisão do Plano de Carreira e Remuneração, ampliação da licença-paternidade de 20 para 35 dias e aumento de 15% no auxílio para filhos com deficiência.
Já na Caixa Econômica Federal, a proposta inclui mudanças no Saúde Caixa, com aporte de R$ 536 milhões para ajudar a reduzir o déficit, mas também alterações nas mensalidades e na coparticipação dos beneficiários, além de medidas relacionadas à PLR, férias, afastamentos pelo INSS, pessoas com deficiência e condições de trabalho.
Greve dos bancários avança em algumas regiões do país
A Campanha Nacional dos Bancários de 2026 chegou a uma fase decisiva após as negociações com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). A proposta apresentada prevê reposição integral da inflação medida pelo INPC, além de 0,6% de aumento real em 2026 e 2027. Enquanto algumas bases aprovaram os acordos, outras rejeitaram as propostas e decidiram pela paralisação.
No Pará, a greve por tempo indeterminado começou na sexta-feira (4). Já bancários do Maranhão e do Rio Grande do Norte aprovaram o início do movimento para terça-feira (8). No Tocantins, empregados da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil aprovaram greve a partir de quinta-feira (10).










