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Adriel Silveira Barbosa

De Imaruí para as ultramaratonas: Adriel Silveira transforma paixão pela corrida em uma história de superação

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A história de Adriel Silveira Barbosa com a corrida começou sem grandes estruturas, equipamentos específicos ou a intenção de se tornar atleta. Morador de Imaruí, ele teve seu primeiro contato com a modalidade aos 19 anos, quando iniciou os treinamentos para o Teste de Aptidão Física (TAF) do Corpo de Bombeiros.

Naquele momento, correr era apenas parte da preparação para um objetivo. Adriel ainda não conhecia as técnicas da modalidade e tampouco contava com os recursos que hoje fazem parte da rotina de muitos corredores. Para treinar, utilizava uma chuteira de futebol para campo sintético.

O que começou como uma necessidade, porém, logo ganhou outro significado. Depois de meses de treinamento por conta própria, Adriel decidiu participar de sua primeira prova de rua. Com um tênis emprestado por um amigo e incentivador, o sargento Silvano, alinhou para os 5 quilômetros da Imbituba Night Run.

O resultado foi além da expectativa: logo na primeira corrida, conquistou o primeiro lugar na categoria.

Aquela experiência marcou o início de uma relação com o esporte que, anos depois, o levaria das provas de rua às trilhas e às ultramaratonas, em desafios que exigem resistência física, preparação e disciplina.

Foto: Reprodução/ Instagram

Primeiro pódio despertou a paixão pela corrida

Sem experiência anterior em competições, Adriel chegou à Imbituba Night Run ainda aprendendo aspectos básicos da corrida, como respiração, pisada e técnica.

A participação na prova acabou sendo decisiva para que ele percebesse que poderia ir além dos objetivos que o haviam levado a começar a treinar.

Segundo o atleta, a primeira conquista despertou o interesse por novos desafios e mudou sua maneira de enxergar a modalidade.

O que antes era apenas uma atividade preparatória passou a ocupar um espaço cada vez maior em sua rotina. A corrida deixou de ser um meio para alcançar outro objetivo e se tornou uma paixão.

A experiência também trouxe uma percepção que continua presente em sua trajetória: cruzar a linha de chegada representa o fim de uma prova, mas não necessariamente o limite do que um atleta pode alcançar.

Foto: Reprodução/ Instagram

Dezenas de provas e novos troféus em Santa Catarina

Depois da estreia, Adriel passou a participar de diferentes competições de corrida de rua, principalmente nas distâncias de 5 e 10 quilômetros.

Ao longo da trajetória, esteve em eventos realizados em diversas cidades catarinenses, acumulando experiências e resultados que ajudaram a consolidar sua presença no esporte.

Entre as provas mencionadas pelo corredor estão a Corrida do Vinho, em Urussanga; a 10 Milhas de Anita, em Laguna; a Garopaba Night Run, em Garopaba; e a Corrida do Fogo, em Tubarão.

Em muitas dessas participações, segundo o atleta, conseguiu subir ao pódio, seja na classificação geral, seja na disputa por categoria.

Cada competição representou uma oportunidade de testar o próprio desempenho, ganhar experiência e ampliar os desafios.

A trajetória foi construída gradualmente, a partir dos treinamentos e da participação em provas, sem que a falta de estrutura existente no início impedisse Adriel de continuar evoluindo.

Corrida nas trilhas abriu caminho para as ultramaratonas

Há cerca de dois anos, Adriel decidiu experimentar uma nova modalidade: o trail running, corrida realizada em trilhas e terrenos naturais.

A combinação entre atividade física e contato com a natureza conquistou o corredor, que passou a incluir esse tipo de prova em seu calendário.

A mudança também abriu caminho para desafios mais longos. Entre as competições das quais participou está a Paulo Lopes Trail Run, na qual, segundo seu relato, conquistou o título geral nas duas edições.

A experiência nas trilhas ampliou gradualmente seus objetivos e o aproximou das provas de resistência.

No início de 2026, Adriel deu mais um passo importante ao participar da Imaruí Ultra Trail, na distância de 50 quilômetros. A prova marcou sua entrada no universo das ultramaratonas, competições que ultrapassam a distância tradicional de uma maratona, de 42,195 quilômetros.

Para o atleta, a experiência representou a oportunidade de colocar à prova não apenas a preparação física, mas também a capacidade de manter o ritmo e administrar o esforço durante um percurso prolongado.

Preparação e disciplina sustentam os novos objetivos

A evolução de Adriel também aparece na estrutura que passou a ter à disposição para treinar.

Se no início utilizava uma chuteira de futebol e aprendia a correr por conta própria, hoje conta, segundo seu relato, com acompanhamento técnico, preparação e calçados apropriados para a modalidade.

Essa mudança faz parte do processo de desenvolvimento do atleta, que busca aprimorar o desempenho e se preparar para provas cada vez mais exigentes.

Adriel destaca o comprometimento com os treinos diários como um dos pontos centrais de sua rotina. Independentemente das condições climáticas, afirma que procura manter a regularidade da preparação.

A disciplina, aliada à experiência adquirida nas competições, é o que sustenta seus próximos objetivos.

O corredor também reconhece a importância das pessoas que acompanham sua trajetória, especialmente aquelas que demonstram apoio por meio das redes sociais e incentivam a continuidade dos projetos esportivos.

Próximo desafio será uma ultramaratona de 55 quilômetros

Agora, o foco de Adriel está voltado para a Mons Ultratrail, competição prevista para o dia 14 de novembro, em Nova Trento, Santa Catarina.

O desafio será percorrer 55 quilômetros, distância superior àquela enfrentada pelo atleta em sua primeira ultramaratona, realizada na Imaruí Ultra Trail.

A preparação para a prova envolve manter a rotina de treinamentos e buscar o melhor desempenho possível diante das exigências do percurso.

Para Adriel, a participação representa mais uma oportunidade de avaliar a própria evolução e ampliar os limites que começou a descobrir ainda aos 19 anos, quando corria para se preparar para o TAF dos bombeiros.

A meta é concluir a ultramaratona e aproveitar a experiência como parte de sua evolução nas provas de longa distância.

Last Man Standing Z2 está entre os objetivos para dezembro

Além da Mons Ultratrail, Adriel tem outro desafio no planejamento esportivo: participar, em dezembro, da Last Man Standing Z2, competição organizada pela Z2 Performance.

O evento desperta o interesse do atleta pela possibilidade de testar seu potencial em uma prova de resistência e ganhar visibilidade em um cenário mais amplo da corrida brasileira.

Segundo Adriel, o objetivo é participar da competição e mostrar seu desempenho a corredores de diferentes regiões do país.

A participação, no entanto, ainda aparece como um plano futuro do atleta, que primeiro concentra os esforços na preparação para a prova de 55 quilômetros em Nova Trento.

Uma trajetória que começou com poucos recursos em Imaruí

A história de Adriel Silveira Barbosa é marcada por uma evolução gradual. O jovem que começou a correr sem conhecer as técnicas da modalidade e utilizava uma chuteira para treinar conquistou um pódio logo na primeira competição, passou por provas de rua em diferentes cidades catarinenses e encontrou nas trilhas uma nova paixão.

A experiência nos 50 quilômetros da Imaruí Ultra Trail abriu caminho para desafios ainda maiores. Agora, a meta é completar os 55 quilômetros da Mons Ultratrail e, posteriormente, buscar novas oportunidades nas competições de resistência.

A trajetória revela a transformação de um treinamento iniciado por necessidade em um compromisso com o esporte.

De Imaruí, Adriel segue construindo seu caminho na corrida, com a intenção de ampliar os próprios limites e levar o nome do município a novas competições.


https://chat.whatsapp.com/Ko6tmdGiCiFLPj6WSCikAi

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