Tubarão conhecerá nesta segunda (7) seus novos prefeito e vice. A eleição indireta tem duas chapas concorrentes e acontece a partir das 19h na Câmara de Vereadores. Os votos serão entre 15 edis, de forma aberta e nominal.
Os candidatos a prefeito e vice, respectivamente, são: Jairo Cascaes (PSD) e Moisés Nunes (PP) em uma chapa; José Luiz Tancredo (MDB) e Denis da Silva Matiola (PSDB), em outra.
Jairo Cascaes diz que, se eleito, pretende colocar em prática a experiência que adquiriu nos seus mais de 40 anos de serviços públicos.
“É isso que posso dizer. Como gestor, já atuei em secretarias, além de cargos como servidor público de carreira. O objetivo é dar continuidade às muitas obras importantes já iniciadas no município, que necessitam ser concluídas, e também outros trabalhos a serem realizados para que Tubarão continue a se desenvolver”, pontua.
José Luiz Tancredo, que também concorre à vaga de prefeito, diz que:
“Estamos vivendo mais que uma eleição. É uma candidatura com a oportunidade de retomar a dignidade da cidade. De fazer um governo transparente, com a máquina pública enxuta e renovada, para poder fazer mais com menos. Reduzindo cargos, revisando contratos e pagamentos de serviços. Fechando as torneiras dos gastos excessivos, fazendo um mandato otimizando os recursos, focado na qualidade de vida do tubaronense”.
A primeira eleição indireta de Tubarão já ocorreu há algumas décadas, conforme uma pesquisa realizada pelo escritor Ramires Sartor Linhares.
Assim como a renúncia do agora ex-prefeito Joares Ponticelli não foi um fato inédito na cidade, tendo já ocorrido na década de 50.
Segundo a pesquisa, os prefeitos nomeados passavam a dar lugar aos eleitos, a partir de 1947. Em 1955, Waldemar Salles foi eleito prefeito. Mas foi uma gestão curta, pois ele foi eleito deputado estadual em 1958 e renunciou ao cargo. Foi, então, a primeira renúncia em Tubarão.
A legislatura da Câmara de Tubarão 1955/1958 começou tranquila, mas, no último mês de mandato dos 13 vereadores, mudanças mais profundas ocorreram. A sessão que alterou definitivamente a política local ocorreu após as festas de Natal, no apagar das luzes do ano de 1958.
A composição da Câmara na sessão de 29 de dezembro tinha seis vereadores do PSD, cinco da UDN, um do PTB e um do PSP. O vereador Dilney Chaves Cabral leu um pedido de renúncia do prefeito Waldemar Salles, em face da eleição para deputado estadual, ocorrida dois meses antes. A Casa aceitou a renúncia e o líder do PSD, invocando alguns preceitos legais, solicitou ao presidente que fosse feita a imediata eleição de um novo prefeito.
Os cinco vereadores da UDN e o do PSP deixaram o plenário. Os seis vereadores do PSD e o do PTB, sob a presidência de Idalino Fretta, formaram quórum para a eleição, que apresentou o seguinte resultado: Durval Bez recebeu seis votos e o vereador Osório Mendes, um voto. O presidente proclamou Durval Bez prefeito de Tubarão.
“A pesquisa tem por base o que já escrevi em meus livros, nas atas da Câmara e jornais da época, no Arquivo Histórico. É claro que deve haver muitas questões que escaparam às atas, aos jornais e também à minha pesquisa. Situações que só os protagonistas daqueles momentos sabiam. A intenção é dar luz a fatos do nosso passado, a fim de que possamos, conhecendo-os, discuti-los, compreendê-los. Afinal, a história é feita de ciclos, e, quem sabe, aquilo que as atas e os jornais de 1958 não contaram pode estar acontecendo novamente”, conclui Ramires.
Fonte: Portal Sul Agora










