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Supremo forma maioria pela condenação de “Fátima de Tubarão”, acusada de participar dos atos golpistas de 8 de janeiro

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O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria de votos nesta quinta-feira (8) para condenar Maria de Fátima Mendonça Jacinto, conhecida como “Fátima de Tubarão”, de 67 anos, pelos atos golpistas do dia 8 de janeiro de 2023.

O tamanho da pena ainda será definido pelo Supremo. O caso é analisado no plenário virtual da Corte e os ministros podem inserir seus votos até esta sexta-feira (9).

Relator, o ministro Alexandre de Moraes propôs pena de 17 anos, além do pagamento de indenização de R$ 30 milhões. Ele foi seguido integralmente por Flávio Dino, Cármen Lúcia e Dias Toffoli.

Os ministros Cristiano Zanin e Edson Fachin também votaram pela condenação, mas com pena menor, de 15 anos. Assim como Luís Roberto Barroso, que propôs uma pena de 11 anos e 6 meses de prisão.

Em uma gravação ela aparece citando o nome de Moraes. “Vamos para a guerra, vou pegar o Xandão agora!”.

Em seguida, diz estar atuando na depredação. “Quebrando tudo e cagando nessa bost* aqui”, completou Fátima. “Só o que fiz foi caga (sic) no vaso do Xandão, não nego”, emendou a idosa.

Fátima Tubarão’ está presa desde janeiro de 2023. Ela foi condenada por golpe de Estado; abolição violenta do Estado Democrático de Direito; associação criminosa armada; deterioração de patrimônio tombado e dano qualificado.

A defesa da ré nega as acusações, diz que ela tem uma doença grave e afirma que vai recorrer da decisão.

Antes do envolvimento nos atos golpistas, “Dona Fátima” já tinha antecedentes criminais. Ela tem uma condenação por tráfico de drogas, com envolvimento de menor, no ano de 2014.

Uma reportagem do programa Fantástico, da Globo, informou que “Dona Fátima” tentou enganar o INSS (Instituto Nacional de Seguro Social) para receber um benefício. Ela também foi alvo de uma investigação por documentos falsos.

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