Um cachorro da raça poodle morreu após ser encontrado enterrado vivo em um terreno no bairro Campo da Aviação, em Imbituba. O animal, que recebeu o nome de Branquinho, chegou a ser resgatado e passou por tratamento veterinário, mas não resistiu aos ferimentos.
Segundo a protetora voluntária Michelli De Sá, de 38 anos, responsável pelo projeto Guaipekinhas, o cachorro foi localizado depois que uma moradora percebeu algo estranho enquanto passeava com seu animal de estimação.
O caso começou em uma sexta-feira (23) à noite, quando a mulher caminhava por um loteamento da região. Durante o passeio, seu cachorro se aproximou de um buraco e começou a cavar. Ao verificar o local, ela encontrou outro animal parcialmente enterrado e acreditou que estivesse morto.
Incomodada com a situação, a moradora retornou ao terreno no sábado e descobriu que o cachorro ainda estava vivo. Ela acionou uma protetora de animais, que foi até o local acompanhada de um médico veterinário para realizar o resgate.
De acordo com Michelli, o animal apresentava sinais de violência e havia uma corda no local. A protetora relata que o cachorro teria sofrido agressões e uma tentativa de enforcamento.
“Ele levou uma pancada, foi enforcado, teve um AVC. Esse cachorro sofreu de verdade, gente. Isso não dá para normalizar”, afirmou.
Cachorro não resistiu aos ferimentos
Após o resgate, Branquinho recebeu os primeiros atendimentos em uma clínica veterinária. Posteriormente, foi transferido para outra unidade, onde continuou o tratamento com apoio de profissionais parceiros do projeto.
Diante da gravidade do quadro, voluntários organizaram uma campanha nas redes sociais para arrecadar recursos e custear as despesas veterinárias.
Segundo Michelli, a mobilização conseguiu arrecadar o dinheiro necessário para quitar os gastos com o atendimento. Apesar dos esforços, o animal morreu.
“Tentamos de todas as formas, mas infelizmente o Branquinho não resistiu”, lamentou a protetora.

Outros animais foram encontrados no mesmo local
Ainda conforme Michelli, após o resgate de Branquinho, outros dois cachorros foram encontrados no mesmo terreno. Um deles estava dentro de um saco amarrado, enquanto o outro também apresentava sinais de ter sido amarrado.
A protetora suspeita que os episódios possam estar relacionados, mas não há confirmação sobre a autoria ou as circunstâncias dos casos.
Segundo ela, foram registrados boletins de ocorrência e encaminhadas denúncias ao Ministério Público.
“Fizemos todos os caminhos que nos pedem. Foi feito boletim de ocorrência, foi feita denúncia no Ministério Público e a gente precisa de respostas. Nós precisamos de justiça”, declarou.
Até o relato da protetora, não havia informações sobre a identificação de responsáveis pelos supostos maus-tratos.
Maus-tratos contra animais são crime
No Brasil, a Lei de Crimes Ambientais prevê punições para quem pratica abuso, maus-tratos, ferimentos ou mutilações contra animais.
Quando o crime envolve cães ou gatos, a legislação estabelece pena de dois a cinco anos de reclusão, além de multa e proibição da guarda. Se o animal morrer em decorrência dos maus-tratos, a pena pode ser aumentada.
Denúncias podem ser registradas na Polícia Civil, acompanhadas de fotografias, vídeos e outras informações que auxiliem na identificação dos responsáveis.











