Cerca de 400 estudantes, de 12 a 17 anos, participaram de palestras sobre prevenção à violência em relacionamentos em Imaruí. As atividades integraram a programação da 33ª Semana da Justiça pela Paz em Casa e foram promovidas por meio de uma parceria entre a comarca da cidade, a Secretaria Municipal de Educação e o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).
Os encontros foram realizados em dois períodos e tiveram como proposta criar um espaço de diálogo e orientação para que os adolescentes pudessem reconhecer situações de abuso, controle e desrespeito nos relacionamentos.
Durante as palestras, foram abordados temas como relacionamentos saudáveis, respeito, autoestima, prevenção da violência e uso responsável das redes sociais. As atividades tiveram como referência a cartilha Crush Perfeito, do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), que apresenta orientações para ajudar adolescentes a identificar sinais de relacionamentos abusivos.
Perguntas anônimas aproximaram discussão da realidade dos estudantes
A preparação para os encontros também contou com a participação dos próprios alunos. A Secretaria Municipal de Educação disponibilizou caixas nas escolas para que os adolescentes pudessem depositar perguntas de forma anônima.
A iniciativa permitiu reunir dúvidas e situações que faziam parte da realidade dos estudantes. Parte dos questionamentos foi selecionada para ser discutida durante as palestras, contribuindo para aproximar o conteúdo apresentado das experiências vivenciadas pelos adolescentes.
A juíza Cleni Serly Rauen Vieira, titular da Vara Única da comarca de Imaruí, destacou a participação dos estudantes e a abertura demonstrada durante os encontros.
“A atividade foi recebida com grande interesse e participação pelos estudantes. Ao longo da palestra, observamos que os adolescentes se sentiram à vontade para fazer perguntas, compartilhar percepções e refletir sobre situações que fazem parte do seu cotidiano”, afirmou.
Segundo a magistrada, a iniciativa buscou não apenas falar sobre violência, mas também oferecer aos jovens ferramentas para identificar comportamentos inadequados e compreender a importância de relações baseadas em respeito, empatia, liberdade e responsabilidade afetiva.
“Investir na formação e na conscientização dos jovens é uma das formas mais eficazes de prevenir conflitos e fortalecer uma cultura de paz. Foi uma experiência extremamente positiva, e agradecemos o envolvimento das escolas, dos professores, da Secretaria Municipal de Educação e de todos os estudantes que participaram com atenção, maturidade e interesse”, pontuou.
As palestras também contaram com a participação da promotora de Justiça Juliana Eid Piva Bertoletti e da assistente social forense Helaine Cristina da Silva.











