Lagunense de nascimento e santista de criação, Mauro Aichme Rabelé compartilha sua trajetória no esporte em memórias preciosas que merecem ser eternizadas.
Nos anos 1970, Santa Catarina fervilhava com a nova febre que crescia pelas praias do estado. Muito antes de os primeiros campeonatos de surf organizados acontecerem por aqui, o garoto nascido em Laguna já se movimentava nas bases estruturais do surf catarinense. Mesmo após mudar-se com a família para São Paulo – ele com 8 meses de vida -, Mauro nunca deixou de retornar ao litoral sul catarinense para visitar sua família que ficou em Laguna, mantendo uma rotina de visitas praticamente anuais.

Foto: Arquivo Pessoal.
Foi em 1988, durante a histórica segunda edição do Mormaii Locobeach – que no ano anterior havia sido presenteado com ondas de mais de 5 metros -, que uma cena inusitada no Hotel Bavária, em Garopaba, deu início a uma amizade que atravessa décadas. Dali em diante, fortaleceu-se um elo entre grandes nomes da imprensa especializada. A HB Assessoria de Imprensa, liderada pelos irmãos Moacir Ciro Martins e Maurício Martins, uniu uma geração inteira de jornalistas durante as etapas do Circuito Brasileiro de Surf Profissional (extinta ABRASP) e do Circuito Mundial (antiga ASP, atual WSL). Esse trabalho aproximou repórteres e iniciantes da imprensa escrita, falada e televisiva às maiores revelações do surf nacional.
A grande surpresa da entrevista veio quando Rabelé, surfista de alma de longboard, abriu o baú de memórias para revelar passagens inéditas do surf catarinense da época: a convivência, os bastidores e as conexões com os surfistas que desbravavam as praias de Garopaba, Laguna e Imbituba em busca das melhores ondas do Sul do país.

durante o Mormaii Locobeach em 1988.
Foto: Arquivo Pessoal Eduardo Rosa.
De passagem por Imbituba — onde aproveitou a temporada com sua esposa na Capital Nacional da Baleia Franca —, Mauro reservou um tempo especial para bater um papo com o Surfemais, provando que sua ligação com o Sul catarinense e com a história do surf brasileiro é ainda mais profunda do que se imaginava.
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