A confirmação da atuação do fenômeno El Niño em Santa Catarina colocou o Estado em alerta para possíveis impactos climáticos nos próximos meses. Nesta semana, a Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil reuniu o Comitê de Gestão de Crise para alinhar estratégias de prevenção e resposta diante do cenário que pode provocar aumento significativo das chuvas em diversas regiões catarinenses.
A preocupação é especialmente relevante para municípios do Sul do Estado, como Imbituba, Garopaba, Laguna, Imaruí e Paulo Lopes, que historicamente podem registrar ocorrências relacionadas a alagamentos, enxurradas e deslizamentos durante períodos de chuva persistente.
Estado reforça preparação para eventos climáticos extremos
A reunião foi conduzida pelo secretário de Estado da Proteção e Defesa Civil, coronel BM Fabiano de Souza, e contou com a participação de representantes de diversos órgãos estaduais, equipes técnicas e forças de segurança.
Durante o encontro, foram apresentados os cenários climáticos mais recentes e discutidas medidas para fortalecer a capacidade de resposta do Estado diante de possíveis eventos extremos associados ao El Niño.
Segundo os meteorologistas da Defesa Civil, existe cerca de 80% de probabilidade de manutenção e fortalecimento do fenômeno nos próximos meses, aumentando o risco de acumulados elevados de chuva em Santa Catarina.
O que pode mudar na região
Para cidades do Litoral Sul e da região da Amurel, como Imbituba, Garopaba, Laguna, Imaruí e Paulo Lopes, o principal impacto esperado está relacionado ao aumento da frequência e intensidade das precipitações.
Com volumes elevados de chuva, cresce a possibilidade de ocorrências como:
- Alagamentos em áreas urbanas;
- Enxurradas em regiões mais vulneráveis;
- Deslizamentos de terra em encostas;
- Interrupções temporárias de estradas e acessos;
- Danos à infraestrutura pública e privada.
A Defesa Civil destaca que o monitoramento será intensificado ao longo dos próximos meses para acompanhar a evolução do fenômeno e emitir alertas sempre que necessário.
Municípios terão papel fundamental na prevenção
Além das ações estaduais, as prefeituras também deverão reforçar as medidas preventivas em suas cidades.
Entre as orientações estão a limpeza de sistemas de drenagem, inspeções em áreas consideradas de risco, atualização dos planos de contingência e monitoramento constante das comunidades mais suscetíveis a desastres naturais.
Os municípios também deverão manter comunicação permanente com a Defesa Civil estadual por meio de relatórios e atualizações sobre as condições locais.
Estado decreta alerta climático
As ações fazem parte do Decreto Estadual nº 1.530, publicado em maio deste ano, que instituiu o estado de alerta climático em Santa Catarina.
A medida tem validade inicial de 180 dias e prevê uma série de iniciativas para ampliar a preparação do Estado diante de possíveis impactos do El Niño.
Entre as ações previstas estão:
- Monitoramento meteorológico, hidrológico e geológico 24 horas por dia;
- Mobilização de equipes especializadas;
- Pré-posicionamento de equipamentos e recursos em áreas vulneráveis;
- Contratação preventiva de itens de assistência humanitária;
- Reforço dos sistemas de comunicação para situações de emergência;
- Utilização de recursos do Fundo Estadual de Proteção e Defesa Civil.
- Comunicação será reforçada em situações de emergência
Outro ponto discutido durante a reunião foi a ampliação dos mecanismos de comunicação em áreas afetadas por desastres.
Entre as medidas estudadas está o uso de tecnologias via satélite para garantir a transmissão de informações mesmo em locais onde a infraestrutura convencional seja interrompida por eventos climáticos severos.
População deve acompanhar alertas oficiais
A Defesa Civil orienta os moradores de Imbituba, Garopaba, Laguna, Imaruí e Paulo Lopes a acompanharem os canais oficiais de monitoramento meteorológico, especialmente durante períodos de instabilidade.
A recomendação é que famílias residentes em áreas sujeitas a alagamentos ou deslizamentos mantenham atenção redobrada aos avisos emitidos pelos órgãos oficiais e sigam as orientações das autoridades em caso de necessidade.
Com informações da Ascom SDC/SC – Assessoria de Comunicação e Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil de Santa Catarina











