A EEB Henrique Fontes, de Tubarão, irá ser transformada em um colégio cívico-militar.
O anúncio foi feito pelo governador Carlos Moisés, nesta quinta-feira (11), em Florianópolis, junto ao secretário de Estado da Educação, Luiz Fernando Vampiro.
A escola, com 869 alunos matriculados nos anos finais do ensino fundamental e ensino médio, é a primeira de Tubarão a adotar o modelo do governo federal.
Para oficializar ao Ministério da Educação (MEC) a adesão da escola ao Programa Nacional das Escolas Cívico-militares, haverá uma reunião virtual nas próximas semanas com professores, pais e alunos que formam a comunidade escolar.
A EEB Henrique Fontes será a sétima escola cívico-militar da rede estadual. As escolas EEB Profª. Emérita Duarte Silva e Souza, de Biguaçu; EEB Prof. Ângelo Cascaes Tancredo, de Palhoça; EEB Joaquim Ramos, de Criciúma; EEB Professora Irene Stonoga, de Chapecó; EEB Cel. Pedro Christiano Feddersen, de Blumenau, e EEB Prof. Jaldyr Bhering Faustino da Silva, de São Miguel do Oeste, fazem parte da lista em Santa Catarina.
MILITARES DO MINISTÉRIO DA DEFESA CONTROLAM UNIDADES
Com a inclusão da escola, o governo federal designa militares do Ministério da Defesa para as atividades na unidade, e o governo do Estado investe na estrutura.
O valor investido pelo Estado chega a R$ 1 milhão por escola e inclui compra de materiais pedagógicos, formação dos profissionais e ajustes na infraestrutura física da escola, seguindo levantamento que será feito pelos profissionais militares.
O planejamento é que a EEB Henrique Fontes receba dois oficiais militares do Ministério da Defesa, sendo um para a gestão administrativa da escola e outro para a gestão pedagógica. Também serão designados profissionais militares para exercer a função de monitores na escola.
“FOMOS PEGOS DE SURPRESA”, DIZ SINTE/SC
O anúncio do governador Carlos Moisés de transformar a EEB Henrique Fontes, de Tubarão, em escola no modelo cívico-militar pegou muitos de surpresa.
A direção da unidade escolar informou que soube da mudança um dia antes ao anúncio, ou seja, na quarta-feira.
“Ficamos sabendo ontem (quarta) que isso iria ocorrer. Mas não sabemos muita coisa ainda. Uma reunião está marcada para os próximos dias com a escola, pais e comunidade escolar”, diz a direção.
A representante do Sindicato dos Trabalhadores em Educação na Rede Pública de Ensino do Estado de Santa Catarina (Sinte), Tânia Fogaça, explica que a entidade não estava sabendo da mudança.
“Fomos pegos de surpresa. O Henrique Fontes é uma das maiores escolas da rede estadual em Tubarão. A preocupação agora é com os professores e com os alunos. Não sabemos exatamente como funciona esse modelo. A unidade escolar tem muitos alunos. A questão é: onde vão colocar estes estudantes? Alguns estão no meio do caminho”, questiona.
Segundo Tânia, quando a escola regular é transformada em cívico-militar, o investimento é grande. Mas ela defende que se invista mais nas escolas da rede.
“A estrutura de uma escola nesse modelo é muito superior à regular. Então, por que as escolas regulares não têm essa estrutura? Deveriam investir no ensino regular”, afirma.
Além disso, Tânia ressalta a falta de diálogo com a comunidade escolar, bem como direção e professores. “Fizeram tudo sem consultar pais, docentes e comunidade escolar. De democrático, não tem nada”, acrescenta.










