Um abrigo subterrâneo escavado por um animal pré-histórico foi descoberto nas proximidades da área central de Lauro Müller, município do Sul de SC. A estrutura, conhecida como paleotoca, foi identificada em um terreno localizado na comunidade de Rio Amaral Gruta e, segundo análises iniciais, pode ter cerca de 10 mil anos.

A descoberta ocorreu no dia 5 de março, durante a retirada de material para aterro às margens de uma antiga estrada colonial. De acordo com a Secretaria de Turismo e Cultura do município, o túnel subterrâneo possui aproximadamente 20 metros de extensão, embora estudos mais detalhados ainda estejam em andamento para confirmar as dimensões exatas.
Após a identificação do local, especialistas ligados ao projeto de geoparque reconhecido pela UNESCO foram acionados para avaliar a estrutura. Os profissionais devem orientar tanto sobre os procedimentos de preservação quanto sobre as possibilidades de estudo e visitação do espaço.

Conforme a secretaria municipal, as características do túnel indicam que a escavação provavelmente foi realizada por um tatu-gigante pré-histórico, animal que habitava a região há milhares de anos. O município, inclusive, já possui registros de outros vestígios semelhantes, alguns deles atribuídos a preguiças gigantes.
A expectativa da administração municipal é preservar o local e, futuramente, utilizá-lo como mais um atrativo de turismo geológico. A ideia é que a nova descoberta se some a outros pontos de interesse histórico e natural da cidade, como a Coluna White, formação considerada única no município.

O que eram os ‘tatus gigantes’ pré-históricos
Os chamados “tatus gigantes” faziam parte da megafauna que habitou a América do Sul há dezenas de milhares de anos. Esses animais eram parentes dos tatus atuais, porém muito maiores e mais robustos. Espécies como os gliptodontes podiam chegar a cerca de quatro metros de comprimento e pesar mais de 200 quilos, possuindo uma carapaça rígida que funcionava como proteção natural contra predadores.
De acordo com registros de pesquisadores e instituições científicas que estudam paleotocas no Brasil, como o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), muitos desses animais escavavam grandes túneis subterrâneos que serviam como abrigo e proteção.
Essas estruturas, preservadas até hoje no solo, são chamadas de paleotocas e podem apresentar marcas de garras nas paredes, indicando a ação dos animais que viveram na região há cerca de 10 mil anos.

em exposição no Museu Nacional de História Natural em Paris.
Foto: Reprodução/A. Iatzura
Fonte: Engeplus










