Um grupo fortemente armado provocou uma onda de assaltos a bancos em Criciúma durante a madrugada desta terça-feira, 1º.
A ação durou cerca de três horas. As entradas da cidade foram bloqueadas pelos criminosos para evitar a chegada de reforço policial.

De acordo com o soldado Marques, relações públicas da 6ª região de Polícia Militar do Estado, os bandidos portavam fuzis .556 e .762 e atiraram muitas vezes nas ruas da cidade. Os disparos atingiram vidraças de casas e apartamentos. Houve reféns, mas a polícia não soube precisar quantos.
Em vídeos compartilhados nas redes sociais, funcionários da prefeitura que estavam pintando faixas de trânsito na madrugada foram obrigados a sentar no meio da rua, formando uma espécie de “escudo humano” contra a ação policial.
A ação do grupo aconteceu principalmente no centro da cidade, onde os bancos são próximos uns dos outros. A polícia suspeita que eles tinham como alvo a agência do Banco do Brasil que concentra valores das agências do BB da região. Ao que parece a agência da Caixa Econômica Federal também foi incluída na operação criminosa.

Os bandidos queimaram um caminhão no túnel que liga Criciúma a Tubarão, bloqueando o contato terrestre com a capital Florianópolis e dificultando a chegada de reforço policial. Um caminhão foi incendiado na entrada de um quartel da Polícia Militar.

A cidade pediu reforço aos batalhões de Operações Especiais (BOPE), de Choque e Aéreo.
O prefeito Clésio Salvaro (PSDB) postou um vídeo no Facebook afirmando que estava acompanhando o assalto “com muita preocupação” e que a cidade chegou a ficar sitiada.
“É um assalto de grandes proporções com bandidos muito bem preparados”, falou. Ele pediu que a população não saísse de casa. “Vamos deixar a polícia fazer o papel da polícia”, disse.
Apesar dos apelos para que ninguém saia na rua, vídeos compartilhados nas redes sociais mostram moradores recolhendo o dinheiro que os bandidos deixaram para trás.
Quatro pessoas são presas com R$ 810 mil; elas alegam que pegaram dinheiro que estava no chão
Durante as horas de terror, quatro pessoas foram detidas com cerca de R$ 810 mil. Segundo a polícia, o grupo alegou que pegou o dinheiro do chão e não teria ligação com o assalto a banco. O caso segue sendo investigado.

Segundo a Polícia Civil, cerca de 30 pessoas encapuzadas participaram da ação simultânea.
“Uma quadrilha do crime organizado, que é especializada em assalto a banco. A gente chama de modalidade ‘novo cangaço’. Eles fazem assaltos simultâneos, atacam quarteis, como atacaram no batalhão também”, relatou o tenente-coronel Cristian Dimitri Andrade, do 9ª Batalhão da Polícia Militar (9º BPM), ainda na madrugada.
Um policial militar e um vigilante, ambos de Criciúma, ficaram feridos. O agente atingido no abdômen passou por cirurgia no Hospital da Unimed. O quadro dele é estável.
Na manhã desta terça-feira, o esquadrão antibombas atuou para desarmar supostos explosivos amarrados em postes perto da agência alvo da ação. Ainda não há informações sobre o material recolhido e a quantidade de dinheiro levada.
Nas calçadas e nas ruas próximas da ação foram encontradas várias cápsulas de munição, inclusive de fuzil.
Fonte: Redes sociais / Portal Sul Agora









