POR ÉRIKA REIS
O tema da aula de Geografia da professora Karina, sobre preservação, para os quintos anos da Escola de Ensino Básico Álvaro Catão, no bairro Vila Nova Alvorada, se tornou uma experiência única através do estudo sobre os butiazais da região de Imbituba, repassando aos alunos noções de valorização à cultura do litoral sul de Santa Catarina e, ainda, de sustentabilidade da Mata Atlântica existente nesta região.

Este projeto acontece todas as sextas-feiras nos períodos da manhã e da tarde, na escola do bairro Vila Nova Alvorada, e aborda questões sobre a preservação do fruto Butia Catarinensis, também conhecido como butiá da praia, ameaçado de extinção em todo o estado. Este projeto visa mostrar aos alunos, as diversas formas de utilização das folhas secas e do suco deste fruto tão conhecido pelos litorâneos.

“Este projeto, que mostra aos alunos uma tradição praticada pelos mais antigos, é uma forma de manter a cultura do litoral catarinense viva, passando-a de geração para geração”, segundo a professora.
“As crianças são multiplicadoras deste processo histórico”, define Karina, “Elas começaram a contar, aos funcionários da escola, a história que estudamos. Isso é muito legal!”

Dedicada aos alunos, a professora buscou saber a história dos butiazais através das trançadeiras da região do Araçá e um artesão independente que produz objetos com as folhas secas da fruta. Este projeto, que surgiu através da SCPar Porto de Imbituba, recebe apoiadores e conhecedores da cultura do butiá, como a Sulgesso e um grupo de trançadeiras do projeto Costa Butiá.

Segundo a professora Karina, as folhas do butiá servem para fazer vários tipos de artesanatos. Através da trançagem, podem ser feitos chapéus, redes, cestos. E, ainda, miniaturas de barcos, móbiles de peixe, entre outros…

E, com isso, o projeto idealizado pela professora e pedagoga, faz com que os alunos exercitem o senso de responsabilidade perante o meio ambiente que os cercam. Afinal, as crianças são o futuro, não é mesmo?










