Previous slide
Next slide
Previous slide
Next slide

Érika dos Reis

Paleotoca de cerca de 10 mil anos escavada por um animal pré-histórico é descoberta no sul de SC

Compartilhe esta notícia:

Previous slide
Next slide

Um abrigo subterrâneo escavado por um animal pré-histórico foi descoberto nas proximidades da área central de Lauro Müller, município do Sul de SC. A estrutura, conhecida como paleotoca, foi identificada em um terreno localizado na comunidade de Rio Amaral Gruta e, segundo análises iniciais, pode ter cerca de 10 mil anos.

Paleontoca encontrada na cidade – Foto: Divulgação PLM

A descoberta ocorreu no dia 5 de março, durante a retirada de material para aterro às margens de uma antiga estrada colonial. De acordo com a Secretaria de Turismo e Cultura do município, o túnel subterrâneo possui aproximadamente 20 metros de extensão, embora estudos mais detalhados ainda estejam em andamento para confirmar as dimensões exatas.

Após a identificação do local, especialistas ligados ao projeto de geoparque reconhecido pela UNESCO foram acionados para avaliar a estrutura. Os profissionais devem orientar tanto sobre os procedimentos de preservação quanto sobre as possibilidades de estudo e visitação do espaço.

Foto: Divulgação PLM

Conforme a secretaria municipal, as características do túnel indicam que a escavação provavelmente foi realizada por um tatu-gigante pré-histórico, animal que habitava a região há milhares de anos. O município, inclusive, já possui registros de outros vestígios semelhantes, alguns deles atribuídos a preguiças gigantes.

A expectativa da administração municipal é preservar o local e, futuramente, utilizá-lo como mais um atrativo de turismo geológico. A ideia é que a nova descoberta se some a outros pontos de interesse histórico e natural da cidade, como a Coluna White, formação considerada única no município.

Imagens da parte de dentro da Paleontoca

O que eram os ‘tatus gigantes’ pré-históricos

Os chamados “tatus gigantes” faziam parte da megafauna que habitou a América do Sul há dezenas de milhares de anos. Esses animais eram parentes dos tatus atuais, porém muito maiores e mais robustos. Espécies como os gliptodontes podiam chegar a cerca de quatro metros de comprimento e pesar mais de 200 quilos, possuindo uma carapaça rígida que funcionava como proteção natural contra predadores.

De acordo com registros de pesquisadores e instituições científicas que estudam paleotocas no Brasil, como o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), muitos desses animais escavavam grandes túneis subterrâneos que serviam como abrigo e proteção.

Essas estruturas, preservadas até hoje no solo, são chamadas de paleotocas e podem apresentar marcas de garras nas paredes, indicando a ação dos animais que viveram na região há cerca de 10 mil anos.

Fóssil coletado pelo paleontologista francês François Seguin, em 1871, na Argentina,
em exposição no Museu Nacional de História Natural em Paris.
Foto: Reprodução/A. Iatzura

Fonte: Engeplus

https://chat.whatsapp.com/Ko6tmdGiCiFLPj6WSCikAi

Fale conosco

Preencha o formulário abaixo que em breve entraremos em contato

Inbox no Facebook

Rua Rui Barbosa, 111 – Vila Nova, Imbituba – SC Brasil