Imaruí é um dos sete municípios catarinenses selecionados para participar de um projeto da Epagri voltado ao monitoramento apícola. A iniciativa utiliza colmeias conectadas a estações agrometeorológicas capazes de acompanhar, em tempo real, fatores que influenciam diretamente a produção de mel.
O sistema coleta informações como volume de chuva, temperatura, umidade relativa do ar, molhamento foliar e até mesmo o peso do mel produzido pelas abelhas. Os dados são enviados automaticamente para a plataforma Apis On-line, onde podem ser consultados por apicultores, pesquisadores e profissionais ligados ao setor.
Tecnologia auxilia produtores e pesquisadores
O principal objetivo do projeto é fornecer informações que contribuam para a tomada de decisões na atividade apícola. A partir dos dados disponibilizados, é possível compreender melhor a relação entre as condições climáticas e o desempenho das colmeias.
Além de auxiliar produtores rurais, as informações também servem como base para estudos científicos e para o desenvolvimento de estratégias que possam aumentar a produtividade e a sustentabilidade da atividade.
Tecnologia auxilia produtores e pesquisadores
Para garantir a precisão dos dados, as estações e os equipamentos instalados junto às colmeias passam por inspeções e manutenções periódicas.
Entre os profissionais responsáveis por esse trabalho está o técnico em meteorologia Rafael Ataide de Araujo, que atua na Epagri/Ciram. Segundo ele, o órgão mantém mais de 200 estações espalhadas por Santa Catarina, entre meteorológicas, agrometeorológicas e hidrológicas.
As atividades incluem a verificação do funcionamento dos sensores, correção de falhas, limpeza dos equipamentos e manutenção preventiva para garantir a qualidade das informações transmitidas.
Trabalho é realizado em meio a milhares de abelhas
No caso das estações instaladas junto às colmeias, os desafios são ainda maiores. Rafael explica que os profissionais precisam utilizar equipamentos de proteção individual e tomar cuidados especiais durante as intervenções.
“Temos que usar equipamento de proteção individual, e esta é a maior dificuldade, especialmente no manuseio. É preciso tomar todo o cuidado para não alvoroçar as abelhas, pois elas estão ali sobrevoando, querendo fazer a defesa das colmeias. Tem também o calor da roupa, que torna o trabalho mais cansativo e demorado. Mas é muito importante e nunca deixamos de fazer”, relata.
Segundo ele, a manutenção adequada é fundamental para garantir que as informações cheguem de forma precisa aos usuários da plataforma.
Projeto fortalece a apicultura catarinense
A participação de Imaruí no estudo reforça a importância da apicultura para a economia e para a preservação ambiental. Com o uso da tecnologia, produtores passam a ter acesso a informações mais detalhadas sobre o comportamento das colmeias e os fatores que impactam a produção de mel.
A iniciativa da Epagri contribui para modernizar a atividade, ampliar o conhecimento técnico dos apicultores e fortalecer o desenvolvimento sustentável do setor em Santa Catarina










