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jovem de Imbituba detido no Laos

”Falta muito ainda”: Mãe atualiza situação de jovem de Imbituba detido no Laos e reforça pedido de ajuda para retorno

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A mãe de Luciano, jovem de 25 anos que cresceu em Imbituba e está detido no Laos, voltou a se manifestar nas redes sociais na segunda-feira (14),  para atualizar a situação do filho e agradecer às pessoas que vêm contribuindo com a campanha criada para ajudá-lo a deixar o país.

Segundo ela, Luciano está atualmente um pouco melhor e recebeu alguns itens básicos após pedidos de ajuda feitos pela família e por outras mães que também acompanham situações semelhantes. Apesar disso, a família afirma que ainda precisa arrecadar recursos para que o jovem consiga deixar o Laos e retornar inicialmente ao Uruguai, onde possui familiares.

Luciano deixou o Brasil há cerca de um ano e meio após receber uma proposta de trabalho na Tailândia. Conforme relatado anteriormente pela família ao Portal AHora, ele teria viajado acreditando que atuaria como corretor em uma multinacional, mas posteriormente teria passado por diferentes países do Sudeste Asiático e enfrentado situações que, segundo a mãe, envolveram exploração, ameaças e retenção de documentos.

Você pode ajudar via Pix usando a chave: 6303898@vakinha.com.br

Meu Filhio,vítima de tráfico humano,precisa retornar . | Organizada por MIRIAN

Família precisa reunir dinheiro para retorno

De acordo com a mãe, a principal dificuldade neste momento é reunir os recursos necessários para que Luciano possa deixar o país.

Ela afirma que foi informada sobre uma multa de US$ 3,5 mil que precisaria ser paga antes do retorno. A família também relata a existência de outros custos relacionados à documentação e à viagem.

Como Luciano possui cidadania uruguaia, o retorno deverá ocorrer inicialmente para o Uruguai, onde familiares poderão recebê-lo e ajudá-lo na regularização dos documentos.

Em novo relato, a mãe afirmou ainda que recebeu a informação de uma cobrança adicional de aproximadamente R$ 500, relacionada à situação do jovem. Segundo ela, questões envolvendo taxas e procedimentos locais também dificultam a saída de Luciano.

A mãe também explicou que as representações diplomáticas brasileiras e uruguaias podem auxiliar nos procedimentos burocráticos, mas, segundo ela, não conseguem assumir integralmente os custos relacionados à multa e à passagem.

Luciano está em situação melhor, afirma mãe

Na atualização publicada nas redes sociais, a mãe contou que a situação do filho apresentou uma pequena melhora nos últimos dias.

Segundo ela, atualmente apenas dois colegas permanecem junto de Luciano no local onde estão detidos. A família também conseguiu enviar ou providenciar alguns itens básicos, como alimentos, colchão e cobertor.

A mãe, entretanto, reforça que as condições ainda são difíceis e que o objetivo principal continua sendo conseguir retirar o filho do país.

Segundo o relato anterior da família, Luciano teria enfrentado condições precárias durante o período em que esteve no Sudeste Asiático. A mãe afirmou anteriormente que ele teria relatado jornadas prolongadas, ameaças, agressões e retenção de documentos.

Essas informações permanecem como relatos apresentados pela família, sem confirmação independente.

Mãe afirma que filho não possui antecedentes

Durante a nova manifestação, a mãe também fez questão de afirmar que Luciano não possui antecedentes criminais ou passagens pela polícia, segundo o conhecimento da família.

Ela pediu que as pessoas evitem julgamentos e comentários negativos sobre o caso e concentrem a atenção na mobilização para ajudá-lo a retornar para perto dos familiares.

Para a mãe, o filho saiu do Brasil em busca de uma oportunidade profissional e acabou enfrentando uma situação completamente diferente daquela que esperava encontrar.

Campanha continua em busca de doações

A campanha para arrecadar recursos foi aberta pela família em 26 de agosto e continua ativa.

A mãe afirma que a mobilização já recebeu apoio de moradores, amigos e pessoas que conheceram a história pelas redes sociais. Mesmo assim, segundo ela, ainda falta dinheiro para alcançar o valor necessário para o retorno.

No novo vídeo, ela reforçou o pedido para que as pessoas continuem compartilhando a campanha e contribuindo dentro de suas possibilidades.

“Por pouco que seja, um pouquinho cada um, a gente está mais perto de chegar lá”, afirmou.

A expectativa da família é que Luciano consiga deixar o Laos e seguir inicialmente para o Uruguai, onde poderá contar com o apoio de avós, tios e outros familiares.

Depois da regularização da documentação, a intenção é que ele possa retornar ao Brasil, país onde cresceu e onde vivem a mãe e os irmãos.

Caso mobiliza família e pessoas de Imbituba

A situação de Luciano vem mobilizando familiares e pessoas que acompanharam sua trajetória em Imbituba, onde ele chegou ainda criança e cresceu.

A mãe, que vive no bairro Alto Arroio, mantém a mobilização enquanto acompanha o caso à distância.

Em uma das primeiras manifestações públicas após conseguir contato com o filho, Luciano também havia agradecido às pessoas que estavam ajudando e afirmado que esperava deixar o local.

Agora, a família tenta transformar a mobilização em recursos suficientes para viabilizar o retorno.

Enquanto isso, a mãe segue acompanhando as informações recebidas sobre o filho e pede que a campanha continue sendo compartilhada.

Para a família, cada nova contribuição representa mais um passo para que Luciano consiga deixar o Laos, reencontrar os familiares e começar uma nova etapa da vida após a experiência vivida no Sudeste Asiático.

Entenda o caso

Luciano deixou o Brasil há aproximadamente um ano e meio após receber uma proposta de trabalho na Tailândia. Segundo a família, a oportunidade previa atuação como corretor em uma multinacional, com salário, passagem e hospedagem.

Após chegar à Ásia, porém, ele teria passado por outros países, entre eles Camboja, Vietnã, China e Laos.

A família afirma que o jovem posteriormente foi submetido a condições de trabalho que não correspondiam à proposta inicial e que teria sofrido ameaças e outras formas de violência.

Em julho, a mãe perdeu o contato com o filho e iniciou uma busca por informações junto a representações diplomáticas. Posteriormente, segundo o relato familiar, foi informada de que Luciano estava detido no Laos por uma questão relacionada à imigração e ao trabalho considerado irregular.

A família afirma que precisa pagar a multa, além dos custos relacionados à viagem e à documentação, para viabilizar seu retorno.

As denúncias de exploração, violência e tráfico de pessoas relatadas pela família ainda não foram confirmadas de forma independente pelas autoridades.

A mobilização continua enquanto familiares buscam arrecadar os recursos necessários para que Luciano possa deixar o país.

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