O município de Imbituba prepara uma medida inédita para lidar com casos de animais em situação de rua que apresentem comportamento agressivo e ofereçam risco à população. A informação foi confirmada com exclusividade ao Portal AHora pela diretora do Centro de Bem-Estar Animal (CBEA), Vívian Darcy Andrade.
Segundo Vívian, está em andamento um processo licitatório para a contratação de um serviço especializado voltado ao acolhimento de animais de rua que representem risco concreto à integridade física de pessoas ou de outros animais, especialmente em casos envolvendo mordeduras.
A prefeitura reforça que a medida não autoriza a retirada de animais de dentro de residências nem se trata de recolhimento indiscriminado de cães e gatos. A atuação será feita apenas em situações específicas, após avaliação técnica, quando for constatado comportamento agressivo e risco real.
Medida inédita no município
De acordo com o município, Imbituba ainda não contava com esse tipo de serviço especializado. A proposta é garantir que os casos de maior gravidade tenham manejo adequado, acompanhamento profissional e respeito à legislação de proteção animal.
A iniciativa busca equilibrar duas frentes: a segurança da população e o bem-estar dos animais.
“O Município reforça que segue priorizando políticas públicas baseadas na educação, guarda responsável, controle populacional por meio de castrações e atuação integrada entre os setores competentes”, informou a administração municipal.
Casos muitas vezes começam no abandono
A prefeitura também chama atenção para um problema que costuma estar por trás de muitos casos envolvendo animais agressivos ou em situação de vulnerabilidade: o abandono.
Episódios como o de um cachorro em situação de rua no bairro Sambaqui, que gerou preocupação entre moradores, mostram como a falta de guarda responsável pode resultar em risco tanto para a comunidade quanto para o próprio animal.
O abandono de animais é crime no Brasil. Pela legislação federal, maus-tratos contra cães e gatos podem resultar em pena de dois a cinco anos de reclusão, além de multa e proibição da guarda.
Castração e guarda responsável seguem como prioridade
Além do novo serviço em estudo, a prefeitura afirma que continuará priorizando ações de prevenção, como campanhas de educação, incentivo à guarda responsável e controle populacional por meio de castrações.
A administração também destacou que pretende evitar medidas consideradas ineficazes ou que contrariem as diretrizes de proteção animal.
A contratação, segundo o município, será voltada a situações pontuais e graves, sempre com análise técnica, para garantir que animais agressivos em situação de rua recebam acolhimento adequado sem comprometer a segurança da população.









