Imbituba, Laguna, Garopaba e os demais municípios do Sul de Santa Catarina devem acompanhar com atenção a evolução do El Niño nos próximos meses.
Conforme as notas meteorológicas da Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil (SDC/SC) e da Epagri/Ciram, os modelos climáticos indicam alta probabilidade de fortalecimento do fenômeno entre a primavera e o início do verão, favorecendo chuvas acima da média, temporais e temperaturas mais elevadas em todo o estado, com impactos também na região Sul.

O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, alterando a circulação da atmosfera e influenciando o clima em diversas partes do planeta. No Sul do Brasil, os efeitos costumam ser mais intensos, principalmente pelo aumento do volume de chuva e pela maior frequência de eventos meteorológicos severos.
Segundo a Defesa Civil de Santa Catarina e a Epagri/Ciram, caso o aquecimento do Pacífico continue evoluindo conforme o esperado, o sul catarinense poderá registrar precipitações acima da média nos próximos meses. Esse cenário favorece a ocorrência de alagamentos, enxurradas, deslizamentos de terra, rajadas de vento e queda de granizo, além de reduzir a frequência e a intensidade das massas de ar frio.
Apesar da previsão, os órgãos ressaltam que o El Niño não significa chuva constante. O fenômeno aumenta a probabilidade de episódios de precipitação intensa em determinados períodos, dependendo também da atuação de frentes frias e de outros sistemas atmosféricos.

está acima da média histórica em 2026 até o mês de julho. O aquecimento das águas do Pacífico Equatorial
é o principal indicador utilizado para acompanhar a intensidade do El Niño.
Como se preparar
No vídeo que circula nas redes sociais, o criador de conteúdo Eduardo Moreira alerta para a importância da prevenção diante da possibilidade de um El Niño mais intenso. Entre as principais recomendações estão:
- acompanhar diariamente as previsões e os alertas meteorológicos da Defesa Civil;
- manter calhas, bueiros e sistemas de drenagem limpos para facilitar o escoamento da água;
- podar árvores que possam representar risco de queda durante temporais;
- revisar telhados, janelas e estruturas da residência para evitar danos causados por ventos fortes;
- preparar um kit de emergência com lanternas, pilhas, água potável, alimentos não perecíveis, medicamentos e documentos importantes;
- evitar áreas alagadas, margens de rios e encostas durante períodos de chuva intensa;
- ter um plano de emergência para a família, definindo rotas seguras em caso de necessidade de evacuação.
A Defesa Civil também orienta que moradores de áreas com histórico de alagamentos ou deslizamentos fiquem atentos aos avisos emitidos pelos canais oficiais e acionem o telefone 199 em situações de risco.
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Agricultura catarinense pode ser afetada
Além dos impactos para a população, o El Niño também pode afetar a agricultura catarinense. O excesso de chuva favorece doenças em diversas culturas, dificulta o manejo das lavouras e pode causar prejuízos à produção rural. Por isso, produtores são orientados a acompanhar os boletins climáticos e planejar as atividades conforme as previsões.
Apesar do cenário indicar aumento da probabilidade de um El Niño forte, meteorologistas destacam que a intensidade do fenômeno e seus impactos ainda são monitorados continuamente. Novas atualizações devem ser divulgadas nas próximas semanas pelos órgãos oficiais de meteorologia e climatologia.











