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Érika dos Reis

EL NIÑO: Chance de fenômeno muito forte sobe 2% a partir do início da primavera e coloca Sul de SC em alerta

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A Secretaria de Estado da Comunicação (Secom) publicou, na tarde desta quinta-feira (10), informações sobre a evolução do fenômeno El Niño. Segundo a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), dos Estados Unidos, a possibilidade de o El Niño chegar a uma intensidade muito forte aumentou para 97% a partir do fim de setembro. A projeção anterior indicava 95%.

A possibilidade do fenômeno atingir uma intensidade muito forte aumentou e coloca Santa Catarina em estado de atenção para as condições climáticas dos próximos meses. Na região Sul do estado, municípios como Laguna, Imaruí, Imbituba e Tubarão, além das demais cidades da Associação dos Municípios da Região de Laguna (Amurel), também estão inseridos nesse cenário de monitoramento.

O fenômeno ocorre quando as águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial ficam mais quentes do que a média. Esse aquecimento modifica os padrões de circulação da atmosfera e pode influenciar o comportamento das chuvas e das temperaturas em diferentes partes do planeta.

O que representa para a região

Historicamente, o El Niño está associado a uma maior frequência e a volumes mais elevados de chuva na Região Sul do Brasil, segundo o SECOM. Isso não significa, porém, que todos os municípios terão chuva acima da média ou que ocorrerão necessariamente eventos extremos.

No Sul de Santa Catarina, o cenário merece atenção principalmente durante a primavera e o verão, quando a ocorrência de temporais, chuvas intensas e outros eventos meteorológicos já faz parte do comportamento climático da região.

Para municípios como Laguna, Imbituba, Imaruí, Tubarão, Jaguaruna, Garopaba e demais cidades da Amurel, o acompanhamento das previsões será importante ao longo dos próximos meses.

A influência do El Niño, entretanto, não funciona como uma previsão específica para cada cidade. A ocorrência de chuva intensa, alagamentos, enxurradas ou outros eventos depende também da atuação de sistemas como frentes frias, áreas de baixa pressão e outros mecanismos atmosféricos.

Fenômeno já está em categoria forte

A região do Pacífico utilizada como referência para acompanhar o El Niño, conhecida como Niño 3.4, apresentou em agosto temperatura de aproximadamente 1,8°C acima da média. Esse valor caracteriza atualmente um El Niño forte. A classificação como muito forte ocorre quando a anomalia de temperatura ultrapassa 2°C.

A NOAA prevê que o aquecimento continue se intensificando até o fim de 2026. Para o trimestre entre outubro e dezembro, existe ainda uma probabilidade de 75% de que o fenômeno alcance uma intensidade considerada histórica, entre as maiores registradas desde o início da série de monitoramento, em 1950.

El Niño forte não significa desastre garantido

Apesar da preocupação com a possibilidade de chuvas mais frequentes e volumosas, segundo o gerente de monitoramento e alerta da Defesa Civil de Santa Catarina, Frederico de Moraes Rudorff, alerta que a intensidade do El Niño não é suficiente, sozinha, para determinar a ocorrência de desastres.

Segundo ele, eventos extremos dependem da combinação de diferentes condições atmosféricas. Por isso, um El Niño muito forte pode aumentar determinadas probabilidades climáticas, mas não permite afirmar antecipadamente que haverá enchentes ou temporais severos em uma determinada cidade.

A diferença é importante para a população do Sul catarinense: o fenômeno representa uma tendência climática para os próximos meses.

Primavera e verão exigem acompanhamento

A primavera começa oficialmente em 22 de setembro e marca a transição para um período de maior frequência de temporais em Santa Catarina. Com a previsão de fortalecimento do El Niño, os órgãos de monitoramento devem acompanhar de perto a evolução das condições atmosféricas.

No momento, inclusive, a atuação do El Niño não impede episódios de frio. Uma massa de ar frio ainda influencia o Centro-Sul do país neste início de setembro, mostrando a diferença entre uma tendência climática de longo prazo e a previsão do tempo para os próximos dias.

Assim, moradores da região catarinense devem continuar acompanhando os boletins meteorológicos e os alertas oficiais, principalmente em períodos de previsão de chuva intensa, temporais e ventos fortes.

Atenção aos alertas da Defesa Civil

Em situações de instabilidade, a recomendação é acompanhar os canais oficiais da Defesa Civil e evitar áreas sujeitas a alagamentos, enxurradas e deslizamentos durante períodos de chuva intensa.

A orientação ganha importância especialmente para regiões próximas a rios, encostas e áreas historicamente afetadas por alagamentos.

O cenário climático ainda será acompanhado ao longo das próximas semanas. A evolução do El Niño, associada à atuação de outros sistemas meteorológicos, será determinante para definir como as condições de chuva irão se comportar no Sul de Santa Catarina.

Informações: Secretaria de Estado da Comunicação

https://chat.whatsapp.com/Ko6tmdGiCiFLPj6WSCikAi

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