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Crime recente alerta para critérios de quem oferece “carona compartilhada”

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Há uma semana o assunto carona compartilhada ganhou repercussão no país. Uma jovem de 22 anos foi encontrada morta, depois de disponibilizar carona via rede social. O autor do crime foi o homem que fez a viagem de carro com a mulher. O homem confessou o assassinato. Diante do caso, um alerta se acendeu: até que ponto o serviço ‘camarada’ é seguro?

Nas redes sociais não é difícil encontrar pessoas oferecendo carona. Usuários afirmam que as caronas são uma “mão na roda” para quem quer economizar. Ontem, Renan Beraldo saiu de Tubarão para Florianópolis. Em mensagem no Facebook, oferecia quatro vagas para quem desejasse a carona. “Faço isso com frequência e sempre deu certo”, afirma o jovem que também atua como Uber.

Renan conta que antes de oferecer efetivamente a carona, procura informações sobre o interessado. “Além disso, antes da pessoa entrar no meu carro, tenho uma conversa com ela, procuro saber de onde é. Ainda mais com esse caso da jovem que foi morta. Todo cuidado é pouco, sempre”, afirma Renan.

No crime registrado no dia 1º, Kelly Cristina Cadamuro, de 22 anos, pegou o homem para a carona em uma praça. Eles seguiriam viagem e, no meio do caminho, a jovem foi morta. O corpo de Kelly foi encontrado em um córrego sem a calça e com a cabeça mergulhada na água.

 ESPECIALISTA EM SEGURANÇA DESTACA CUIDADOS

Para o especialista em segurança pública, Walker Mendes, o cuidado deve iniciar antes mesmo da carona. “Ao se cadastrar em grupos nas redes sociais já acontece uma exposição. Você não sabe quem está do outro lado e ao que a pessoa está disposta. Podemos estar falando de um cidadão de bem, ou de um criminoso”, alerta Walker.

O especialista destaca também que jamais se deve pegar carona com um desconhecido. “Tem que ser alguém de confiança. É importante tomar cuidado. Afinal, se está falando da sua integridade”, pontua Walker. Nos grupos de carona compartilhada, usuários dão dicas, como: procurar saber mais sobre a pessoa, não desviar a rota e deixar o contato da pessoa e o seu com outras pessoas de confiança. 

Fonte: Diário do Sul

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