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cabeleireira comentários racistas

NA REGIÃO: Cabeleireira é alvo de críticas após comentários racistas sobre moradores de Angola

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Uma cabeleireira de Sangão passou a ser alvo de críticas nas redes sociais após publicar um vídeo com declarações consideradas racistas contra moradores da comunidade de Angola. A gravação, divulgada pela própria profissional na segunda-feira (20), rapidamente viralizou e gerou forte repercussão na região.

No vídeo, a empresária utiliza a expressão “esses nego, que raiva” ao se referir aos moradores da comunidade. Ela também faz comentários sobre a quantidade de filhos das famílias. As falas foram amplamente interpretadas como preconceituosas por internautas, desencadeando uma série de manifestações de repúdio nas redes sociais.

Protesto reuniu dezenas de pessoas

A repercussão do caso ultrapassou o ambiente virtual. Na noite de segunda-feira, dezenas de pessoas se reuniram em frente à residência da cabeleireira para protestar contra o conteúdo publicado.

A Polícia Militar acompanhou a manifestação para garantir a segurança e controlar a situação. Conforme relatos, durante o protesto os policiais utilizaram spray de pimenta para dispersar os manifestantes e restabelecer a ordem no local.

Até o momento, não há informações sobre registro de feridos ou prisões relacionadas à ocorrência.

Profissional ainda não se pronunciou

Até a publicação desta reportagem, a cabeleireira não havia se manifestado publicamente sobre a repercussão do vídeo nem divulgado esclarecimentos sobre as declarações.

O espaço permanece aberto para que a profissional apresente sua versão dos fatos ou esclareça o episódio, caso considere oportuno.

O que diz a legislação

A Constituição Federal assegura a liberdade de manifestação do pensamento e de expressão. Entretanto, esse direito não é absoluto. Quando declarações ultrapassam os limites legais e podem configurar discriminação, racismo ou ofensa à dignidade de terceiros, seus autores podem ser responsabilizados nas esferas cível e criminal, conforme prevê a legislação brasileira. A eventual responsabilização depende da apuração dos fatos pelas autoridades competentes e, quando cabível, da análise do Poder Judiciário.

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