
Ei, pilotos de sofá, colem no cinto que o TiozãoF1 está abrindo o coração no quadro “MINHAS CORRIDAS HISTÓRICAS“. Imaginem um garoto de 12 anos, domingo de manhã, grudadinho na televisão, vendo o super-herói vestido de macacão vermelho e capacete amarelo, no seu McLaren-Honda, dominar o circo da Fórmula 1. Era ele, Ayrton Senna da Silva, o Rei de Mônaco, enchendo meu peito de orgulho e alegria como se ele corresse por mim.
Essa corrida, de 1992, me marcou para sempre. Uma prova desanimada até o “Leão” Nigel Mansell cair no box. Aí veio o êxtase, mãos apertadas na frente da tela, olhos sem piscar, torcendo por cada porta fechada contra as investidas ferozes do Leão. Vitória do Rei de Mônaco, me sentia vencedor da corrida junto com o ídolo, pulando de satisfação e gritando “Ayrton, Ayrton, Ayrton Senna do Brasil”, seguido do tema da Vitória.

O que rolou, sem firula: O Leão Mansell larga na pole com a barata FW14B “de outro planeta”, domina até quase o fim… aí, erra feio no pit stop (pneus novos, mas retorna atrás do Rei de Mônaco). Senna fecha TODAS as portas por 20 insanas voltas: Sainte Dévote, Loews, saída do túnel. Mansell cola no espelho, mas zero brecha. Senna vence e mostra quem é o rei de Mônaco, pois esta foi sua então quinta vitória sendo as últimas quatro consecutivas. Senna, no ano de 1993, também viria a ganhar a corrida, se sagrando ainda mais o “Mister Monaco” para os locais.
Técnico no modo tiozão: imagina pilotar um carro de fórmula 1, contra um foguete nas ruas mais apertadas de Mônaco!? A Barata da Williams tinha downforce, tração e suspensão ativa, “até um macaco pilotaria”, para voar em Spa-Francorchamps ou Silverstone, mas em Mônaco? Posição de pista manda. O Rei gerenciou pneus como cirurgião, defendeu com traçado de bisturi, freando mais tarde, abre na entrada, traciona forte na saída. O Leão pressionou, mas sem espaço, é só fumaça. Lição para os novatos no circo verde: em circuito travado “chegar é uma coisa, passar é outra”, e ultrapassar é sonho de principiante.

Bastidor e polêmica quente: O ano de 1992 era o ano da equipe Williams (Leão com 14 poles!), mas o último dos garagistas, Sir Frank Williams, vacilou nos boxes com pit stop lento e estratégia errada. O Rei, naquele ano, sem a mínima chance no campeonato. O Leão ficou com raiva e Gehard Berg no pódio (3º colocado).
E aí, pessoal, o Rei de Mônaco teria levado o título em 1992 sem a Williams imbatível? Ou o Leão tinha competência para levar o caneco? Manda sua visão nos comentários da chamada no Instagram ou do Facebook e sugere a próxima história. Quem sabe Interlagos 1991? Sem enrolação, o Tiozão quer saber!
Autor: F1 Tiozão – “Pit stop de notícias, sem enrolação.”
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Sobre o TiozãoF1 e a coluna

Fillipe Miranda é o TiozãoF1 — fã de Fórmula 1 há quase quatro décadas, engenheiro civil e comentarista de arquibancada raiz. Na coluna TiozãoF1, traz resumo do que importa, contexto, opinião e zoeira responsável sobre a F1. Um verdadeiro pit stop de notícias, sem enrolação. TiozãoF1 com notícias antes das corridas (aquecimento) e pós corridas (resumo + polêmicas). Sem enrolação, só adrenalina!










