O próximo dia 4 será o dia que marcará o que realmente significa democracia. Está na porta, mas ainda há tempo de refletir.
A primeira eleição presidencial direta desde 1960 aconteceu em 1989, após a Constituição de 1988 estabelecer eleições diretas para presidente, governadores e prefeitos, além de manter o voto direto para os parlamentares.
Assim, passamos a ter o direito de escolher nossos representantes no governo. Segundo a Constituição, somos todos iguais perante as leis: homens e mulheres têm os mesmos direitos e deveres.
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O voto feminino foi conquistado com muita luta. As mulheres sempre foram tratadas como cidadãs de segunda categoria, e nossa voz – nosso voto – demorou muito para ser ouvida. Alguns países estudam retirar o direito das mulheres ao voto. E por quê? Por medo. Somos, no fim, quem decide muitas eleições,
principalmente agora, que temos cada vez mais consciência do nosso poder.
Votar não é apenas um dever: é um direito fundamental. A partir da escolha dos nossos representantes, participamos da definição das políticas públicas que afetam diretamente nossas vidas.
O “famigerado” Bolsa Família, por exemplo, já ajudou muitas mulheres a deixarem relacionamentos abusivos e violentos, nos quais sofriam violência e controle financeiro e se submetiam a situações das quais, muitas vezes, não conseguiam sair.
A mulher é diretamente impactada por todas as políticas públicas, porque é ela quem, em muitos casos, organiza, administra e mantém a família.
Nosso voto é forte e é nosso. Não há marido, companheiro, patrão – inclusive, obrigar alguém a votar em determinado candidato pode gerar consequências legais – ou líder religioso – que geralmente é homem e não conhece a realidade da vida de uma mulher – que tenha o direito de escolher em quem devemos ou não votar.
Somos plenamente capazes de escolher em quem votar.
E, mais importante: votem em mulheres. Mas em mulheres que nos representem e lutem por nós.
Precisamos deixar de ser somente cota partidária. Temos que conquistar nosso protagonismo, custe o que custar.
Manas, no dia 4, votem com consciência.
Votem como mulheres!
Abraços, Richelly Ramos.

SOBRE A COLUNISTA
Richelly Ramos: Nascida e criada em Imbituba. Raízes e alma na terrinha, mesmo o destino levando para longe. Casada, mãe de uma jovem adulta, curiosa, cheia de defeitos, qualidades e opiniões. Imbitubense orgulhosa e feminista. Por que Papo de Boteco? Boteco é uma instituição nacional. Lugar de rir, fazer amizade (já diz o ditado: “Ninguém faz amigo bebendo leite!”), filosofar, opinar sobre até o que não se sabe o que é e, claro, ser antropólogo – estudar a humanidade baseada em fatos – reais ou não – ou seja, só fofocar mesmo.
Isto posto, cachaça de Butiá para quem é de Butiá e água para quem é de água. Sejamos todos felizes! Aproveitem a leitura e espero que gostem.











