Search
Close this search box.
Search
Close this search box.
Slide Heading
Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Ut elit tellus, luctus nec ullamcorper mattis, pulvinar dapibus leo.
Click Here
Previous slide
Next slide
Previous slide
Next slide

Richelly Ramos

“A LATA DE CONSERVA”: na coluna Papo de Boteco, Richelly Ramos te leva a uma divertida intriga de mesa de bar, sobre família

Compartilhe esta notícia:

Previous slide
Next slide

Cara e Caro leitor, a cena está se passando em um boteco (se pé-sujo ou não, cabe a vocês decidirem).

Na mesa, estavam Olívio, com sua inseparável carteira de cigarro Derby Azul; Nicolau, de quem não tínhamos entendido muito bem o posicionamento; Paulão, com sua indefectível camisa regata e seu sovaco “extracabeludo” (era o nosso ursinho Puff – como o chamávamos quando ele saía da mesa); Joca, o filósofo; e eu.

Conversa vai, cerveja e butiá vêm, e Juca solta, do nada:

_ O que é isto?

– Uma família tradicional! – grita Paulão.

– Uma família tradicional e conservadora. – ‘corrige’ Nicolau.

– De onde tu tirou conservadora, Nicolau? – Perguntamos, uníssonos, Paulão e eu.

– Ora, vocês dois, porque uma família conservadora foca na família, nas tradições, na ordem, moral e instituições. Também na religião, cultura e identidade nacional, aquela ali tem pai, mãe e filha, tem que ser conservadora.

– Mas qual religião e tradições? – Perguntei continuando a conversa – Então, uma família que não siga a tua religião, teus costumes, tuas definições do que é certo ou errado não pode ser uma família? E uma família de ateus, não pode criar os filhos com moral, preservando a família, com costumes e amando, respeitando e sendo orgulhosos do seu país?

E fiquei sem resposta porque Juca foi ao quadro da cancha de bocha e desenhou novamente:

– Pergunto para vocês, amigos do bar (e leitores) – disse Juca – A família desse desenho tem muitas questões que a família conservadora proíbe. Será que o tio – filho somente do avô – não pode ser tratado e amado pelos irmãos e sobrinhos – os quais nada têm a ver com o que o avô fez?

Há uma mãe separada com 2 filhos. Será que ela é julgada e afastada da família?

Outro casal, ali, casou-se já com um filho cada um. Os filhos serão renegados pelas novas famílias, ou serão amados como netos, sobrinhos e primos?

Claro que não! Seria imoral fazer isso – disse Nicolau, enquanto Paulão e eu o olhávamos sem entender nada.

Olívio pigarreou, deu uma tragada, soltou sua baforada, reuniu forças pulmonares e falou:

– Todo tipo de família é família. Papai, Mamãe e filhinhos só são conservadores e tradicionais em propaganda de margarina, ou não?

– Aí, Olívio! Sempre certo! Em tua homenagem:

– Maneca, desce mais cinco Butiás!

___________________

Loucura, não? Pois bem, tanto o primeiro, quanto o segundo desenho, retratam um pedaço da minha família e cada um do que estão ali representados têm um pedaço no meu coração.
Aquele tio que é filho somente do meu avô, é meu tio, sim! E se estiveres lendo: Tio, te amo!

Assim como amo as tias e tios, filhos dos meus avós. Infelizmente, só tenho uma viva, e tia, te amo! E te amo, também, pelos que já se foram.

Não tem como impor um tipo só de família. Religião, pessoas e afins, existem muitas, e são diferentes umas das outras. Ninguém sabe qual a verdadeira ou a certa.

Não cabe todo mundo em uma latinha de conserva. Na maioria das vezes, uma ervilhinha, lá da lata, acha uma brecha, “pula o muro” e estraga a tranquila passividade da latinha.

Viva a diversidade!

Sejamos felizes!

Abraços,

Richelly Ramos

P.S.: A família é minha e só quem pode falar mal dela sou eu!

________________________________________________________________________________________________________________

SOBRE A COLUNISTA

Richelly Ramos: Nascida e criada em Imbituba. Raízes e alma na terrinha, mesmo o destino levando para longe. Casada, mãe de uma jovem adulta, curiosa, cheia de defeitos, qualidades e opiniões. Imbitubense orgulhosa e feminista. Por que Papo de Boteco? Boteco é uma instituição nacional. Lugar de rir, fazer amizade (já diz o ditado: “Ninguém faz amigo bebendo leite!”), filosofar, opinar sobre até o que não se sabe o que é e, claro, ser antropólogo – estudar a humanidade baseada em fatos – reais ou não – ou seja, só fofocar mesmo.

Isto posto, cachaça de Butiá para quem é de Butiá e água para quem é de água. Sejamos todos felizes! Aproveitem a leitura e espero que gostem.

https://chat.whatsapp.com/Ko6tmdGiCiFLPj6WSCikAi

Opinião:
Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal AHora

Receba todas as notícias direto no seu whatsapp!

Fale conosco

Preencha o formulário abaixo que em breve entraremos em contato

Inbox no Facebook

Rua Rui Barbosa, 111 – Vila Nova, Imbituba – SC Brasil