Santa Catarina confirmou a primeira morte por febre do Nilo Ocidental no Estado. O caso ocorreu no bairro Itapirubá, em Imbituba, e a vítima foi uma idosa de 77 anos, que morreu no dia 8 de agosto. A informação foi divulgada pelo site de notícias Rádio Tubá, que informou ter recebido a confirmação do superintendente de Vigilância em Saúde de Santa Catarina, Fábio Gaudenzi.
Segundo Gaudenzi, a mulher foi infectada pelo vírus do Nilo Ocidental após ser picada por um mosquito também infectado. Apesar da confirmação do óbito, o superintendente afirmou que, até o momento, o caso é considerado isolado.
O que é e como ocorre a transmissão
A febre do Nilo Ocidental é uma doença causada por um vírus que circula principalmente entre aves e mosquitos. As aves infectadas podem transmitir o vírus aos mosquitos durante as picadas. Posteriormente, os insetos infectados podem transmitir o vírus para pessoas e outros animais.
Ainda conforme as informações divulgadas pela Rádio Tubá, a vítima morreu no dia 8 de agosto. A confirmação ocorre em meio ao monitoramento das doenças transmitidas por mosquitos em Santa Catarina.
Registros e sintomas
A maioria das pessoas infectadas não apresenta sintomas. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), aproximadamente 80% das pessoas infectadas permanecem assintomáticas.
Cerca de 20% podem desenvolver a febre do Nilo Ocidental, apresentando sintomas como febre, dor de cabeça, cansaço, dores no corpo, náuseas, vômitos e, em alguns casos, manchas na pele e aumento dos gânglios linfáticos.
Em uma pequena parcela dos infectados, a doença pode evoluir para uma forma grave, conhecida como doença neuroinvasiva. Nesses casos, o vírus pode atingir o sistema nervoso central e provocar meningite, encefalite e outras complicações neurológicas.
Pessoas idosas e indivíduos imunocomprometidos apresentam maior risco de desenvolver formas graves da doença.
Caso isolado
De acordo com a informação repassada à reportagem pelo superintendente Fábio Gaudenzi, o caso registrado em Imbituba é considerado isolado neste momento.
A confirmação de um único caso não significa, automaticamente, que exista um surto ou uma epidemia no Estado. A partir de uma ocorrência, as autoridades de saúde podem ampliar as investigações para verificar a existência de outros casos e avaliar a circulação do vírus na região.
A vigilância é importante porque o vírus depende de um ciclo envolvendo mosquitos e aves. A identificação do agente em determinada região pode exigir investigação ambiental e epidemiológica para verificar possíveis áreas de circulação.
Diagnóstico
A confirmação da infecção pode envolver exames laboratoriais, incluindo testes para identificação de anticorpos e métodos moleculares, como o RT-PCR.
A avaliação médica é importante porque os sintomas podem ser semelhantes aos de outras doenças transmitidas por mosquitos.
Como a população pode se prevenir
Como a principal forma de transmissão ocorre pela picada de mosquitos infectados, as medidas de prevenção estão relacionadas principalmente à redução da exposição aos mosquitos e ao controle de criadouros.
A população deve evitar o acúmulo de água parada, manter recipientes que possam acumular água devidamente protegidos e adotar medidas individuais para reduzir o contato com mosquitos.
Informações: RádoTubá











