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Imbituba registra 237 pinguins em julho; 229 foram encontrados mortos

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As praias de Imbituba registraram 237 ocorrências de pinguins-de-Magalhães (Spheniscus magellanicus) durante o mês de julho, período considerado o pico da migração da espécie pelo litoral brasileiro. Desse total, 229 animais foram encontrados mortos e outros oito foram resgatados com vida para atendimento veterinário.

Os dados são do Trecho 1 do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), executado pela Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc).

Ao todo, entre os municípios de Imbituba e Laguna, foram registrados 404 pinguins somente em julho. Destes, 389 estavam mortos e 15 foram resgatados vivos. Desde o início de 2026, já são 695 ocorrências nas praias monitoradas, sendo 652 animais mortos e 43 resgatados.

Praias de Imbituba concentram maior número de registros

Imbituba foi o município com mais ocorrências no período. As praias com maior número de registros foram:

  • Itapirubá Norte e Praia da Vila: 134 ocorrências
  • Praia do Sol e Itapirubá Sul: 92
  • Praia da Ribanceira e Ibiraquera: 49
  • Praia do Porto: 35
  • Praia do Luz: 13
  • Barra de Ibiraquera: 6

Por que tantos pinguins morrem?

Apesar dos números chamarem a atenção, especialistas explicam que o cenário é considerado esperado durante o inverno.

Os pinguins-de-Magalhães se reproduzem principalmente na Argentina, Chile e Ilhas Malvinas. Após o período reprodutivo, iniciam uma longa migração em busca de alimento, percorrendo milhares de quilômetros até o litoral brasileiro.

Durante esse trajeto, especialmente os animais jovens que realizam a primeira migração, muitos enfrentam falta de alimento, tempestades, correntes marítimas intensas e desgaste físico. Como consequência, chegam debilitados ou já sem vida às praias catarinenses.

Segundo o PMP-BS, a espécie possui aproximadamente 1,3 milhão de pares reprodutivos.

Animais resgatados recebem tratamento

Os pinguins encontrados vivos são encaminhados para a Unidade de Estabilização de Fauna Marinha da Udesc, em Laguna.

De acordo com a médica-veterinária Adriana Silva Albuquerque, a maioria apresenta a chamada Síndrome do Pinguim Encalhado, caracterizada por desnutrição, desidratação, hipotermia e exaustão provocadas pela longa viagem. Também são frequentes problemas respiratórios, parasitoses e lesões relacionadas à interação com atividades humanas, como pesca e resíduos sólidos.

Após avaliação clínica, os animais recebem hidratação, alimentação assistida, aquecimento e outros tratamentos. Eles só são devolvidos ao mar quando recuperam as condições físicas e a impermeabilização natural das penas.

Já os pinguins encontrados mortos também contribuem para a pesquisa científica, por meio de necropsias e coleta de amostras que ajudam a identificar as causas da mortalidade e monitorar a saúde da fauna marinha.

O que fazer ao encontrar um pinguim

A orientação é não tocar no animal nem tentar devolvê-lo ao mar, mesmo que ele pareça saudável. Também é importante manter distância, evitar a aproximação de pessoas e animais domésticos e acionar imediatamente a equipe do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos pelo telefone 0800 642 3341.

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