O Porto de Imbituba começou 2026 com resultado histórico. Em janeiro, o complexo movimentou mais de 679 mil toneladas de cargas e contabilizou 34 atracações, o melhor desempenho já registrado para o primeiro mês do ano. O volume reforça a posição estratégica do terminal no cenário logístico de Santa Catarina e do Brasil.
Segundo a administração portuária, as exportações totalizaram 251,4 mil toneladas, com destaque para coque calcinado, coque não calcinado e farelo de milho. Já as importações somaram 363,1 mil toneladas, impulsionadas principalmente por hulha betuminosa, sal, coque de petróleo e insumos industriais.
Granéis lideram operações
Os granéis sólidos continuam sendo a principal categoria movimentada, com 531,8 mil toneladas, o equivalente a 78,3% do total. Entre os produtos com maior participação estão coque de petróleo, barrilha, canola em grãos, hulha betuminosa, sal e farelo de milho.
O segmento de contêineres também apresentou crescimento e respondeu por 14,2% do volume total, com 96,2 mil toneladas. A carga geral representou 6,5% da movimentação, superando 44 mil toneladas.
A cabotagem registrou 42,3 mil toneladas embarcadas e 9,3 mil toneladas desembarcadas. O transbordo também manteve ritmo considerado expressivo, com 9 mil toneladas embarcadas e 3,8 mil toneladas desembarcadas, consolidando o papel do porto como hub logístico multimodal.
Exportação para a China
Entre as operações do mês, chamou atenção o embarque de 62,5 mil toneladas de DDG com solúveis para a China, realizado pela empresa Impasa. O DDG é um coproduto do processamento do milho para produção de etanol, utilizado na nutrição animal. A operação amplia a presença do porto no mercado internacional e diversifica a pauta exportadora catarinense.
Impacto na economia
Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços apontam que as operações de comércio exterior realizadas pelo Porto de Imbituba movimentaram mais de US$ 153 milhões apenas em janeiro de 2026.
O secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias, Ivan Amaral, afirmou que os números evidenciam a importância estratégica do complexo para o desenvolvimento econômico estadual. Já o diretor-presidente do porto, Christiano Lopes, destacou que o resultado é fruto de planejamento, investimentos e integração com operadores e arrendatários.
Além do desempenho operacional, o porto também contribui para a geração de empregos diretos e indiretos e para o fortalecimento dos setores de transporte, comércio e serviços na região.










