Relatos de turistas que passaram mal após visitar a Praia do Rosa, em Imbituba, ganharam repercussão nas redes sociais. O termo “Rosa vírus” passou a circular principalmente no TikTok, em publicações de pessoas que afirmam ter apresentado sintomas gripais após o período de festas de fim de ano.
Entre os sintomas mais citados estão febre, tosse, dor de garganta, dores no corpo e cansaço. Apesar disso, a Secretaria de Saúde de Imbituba afirma que não há registro de surto ou alerta epidemiológico na região.
Atendimentos seguem dentro da normalidade
De acordo com a Secretaria de Saúde, entre os dias 29 de dezembro e 12 de janeiro, quatro pacientes procuraram unidades de saúde na região da Praia do Rosa e da Ibiraquera com diagnóstico de influenza. No município como um todo, foram registrados cerca de 40 atendimentos por síndromes gripais no mesmo período.
Segundo a pasta, os números estão dentro da média esperada para a época. Por isso, não indicam aumento fora do padrão histórico nem situação atípica.
Turistas relatam sintomas após viagem
Mesmo sem buscar atendimento médico em Imbituba, alguns visitantes relataram sintomas após retornarem às cidades de origem. O estudante de Psicologia Gustavo Zimmer, de 25 anos, contou que esteve na Praia do Rosa no fim de dezembro e começou a se sentir mal ainda durante a estadia.
Os sintomas surgiram após dias de festas. Ele relata febre, dor de cabeça e dor de garganta, além de fraqueza. Sem diagnóstico fechado, Gustavo afirma que ficou cerca de oito dias debilitado. Além disso, outros amigos que viajaram com ele também apresentaram sintomas semelhantes.
@guszmmm Febre, dor de garganta e fraco! Game over
♬ The hanging tree – Parker 💘
Especialista explica circulação de vírus no verão
Segundo o infectologista Rodrigo Douglas Rodrigues, do Hospital Universitário da UFSC, os sintomas descritos são comuns a diferentes viroses respiratórias. O médico afirma que não recebeu notificações oficiais sobre surto na região.
De acordo com o especialista, vírus como influenza e covid-19 circulam durante todo o ano. Além disso, outros agentes, como rinovírus e adenovírus, também causam quadros semelhantes e nem sempre aparecem em testes simples.
Rodrigo destaca que o verão favorece a transmissão. Isso ocorre porque há mais aglomerações, festas e casas compartilhadas. O uso coletivo de copos e utensílios também contribui para a disseminação dos vírus.
Cuidados e orientações
O infectologista reforça que algumas medidas ajudam a reduzir o risco de contágio. Entre elas estão evitar ambientes fechados, manter a ventilação adequada e higienizar as mãos com frequência. Além disso, não é recomendado compartilhar objetos de uso pessoal.
Em casos leves, pessoas sem comorbidades podem tratar os sintomas com repouso, hidratação e medicamentos para dor e febre. No entanto, quem apresenta falta de ar, febre persistente ou confusão mental deve procurar atendimento médico.
Por fim, a Secretaria de Saúde reforça que não há confirmação de um vírus específico associado à Praia do Rosa. Segundo o órgão, os relatos se encaixam no cenário esperado de circulação de viroses respiratórias durante o verão.










