Na França eles são populares e fazem parte da cultura nacional. Os queijos nunca faltam na mesa dos franceses, tanto que cada região ou pequena localidade produz o seu tipo de queijo. A diversidade contempla desde os cremosos, os mais firmes, aromáticos, picantes e até adocicados. O que nem todos sabem é que essa variada oferta de queijos também pode ser encontrada em Santa Catarina, mais precisamente no município de Paulo Lopes.
Em 2008, a francesa Elisabeth Schober, produtora de queijos em Toulouse, no sul da França, resolveu fazer uma pesquisa de mercado na feira livre da Lagoa da Conceição, em Florianópolis. A mestre queijeira tinha uma ideia na cabeça: produzir e vender aqui os queijos que são tão populares na sua terra natal.
“Cheguei na feira com 17 queijos pequenos e a primeira cliente levou nove. Era só para uma degustação mas percebi que as pessoas gostaram muito e que se interessavam pela agricultura familiar, pelo produto orgânico e autêntico”, conta Elizabeth.
Com um jeito descontraído e sotaque que revela as suas origens, a francesa conquistou não só os manezinhos da Ilha, mas apreciadores de queijos de todo o Brasil. Formada em agronomia, Elisabeth começou a trabalhar com queijos na França muito jovem, aos 17 anos.

Em 2006 ela veio ao Brasil com a família para passar férias. Por meio do Programa Acolhida na Colônia, que promove o turismo rural, ela conheceu Santa Catarina e se encantou com as belezas e potencialidades locais. A experiência na fabricação de queijos artesanais foi o ponto de partida para que a francesa investisse num novo negócio em terras catarinenses. Em julho de 2009, Elisabeth inaugura o laticínio próprio, instalado em Paulo Lopes, próximo à entrada do túnel (sentido sul) e começa a ganhar popularidade com a marca Queijo com Sotaque.
Há seis anos no mercado, a produção da Queijo com Sotaque é bem diversificada. São 17 tipos de queijos que somam uma tonelada e meia por mês. Gruyere, Comté, Saint Nectaire, Tomme de Savoie, Raclette, Reblochon, Camembert, Abbaye de Citeaux e Brie são alguns deles. Eles são divididos entre os queijos prensados e cozidos, os queijos com casca natural, queijos com casca lavada e queijos moles.

Toda a produção de queijos mantém as características artesanais e sustentáveis. Cuidados com a procedência e valorização da matéria-prima, tratamento de esgoto, uso de produtos de limpeza biodegradáveis, preservação da qualidade da água e dos recursos ambientais são prioridades para Elisabeth, que pretende ampliar ainda mais a produção. Clientes não faltam.
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Fonte: Epagri









