O Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) aumentou para 16 anos de prisão em regime fechado a pena de Paulo Odilon Xisto Filho, condenado por matar a namorada, a modelo gaúcha Isadora Viana Costa, de 22 anos. O crime ocorreu em 2018, em Imbituba. A decisão foi unânime e mantém os demais termos da condenação. A sessão ocorreu na terça-feira (24).
Inicialmente, o réu havia sido condenado a 12 anos de prisão por feminicídio, após julgamento realizado em setembro do ano passado, que durou três dias. O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) recorreu da decisão, pedindo o aumento da pena-base.
A Corte acolheu parcialmente o pedido, entendendo que a culpabilidade e a conduta social do réu eram mais graves do que o considerado na sentença original.
Relembre o caso
Segundo denúncia do MPSC, Paulo conheceu Isadora em março de 2018, em Santa Maria (RS), onde iniciaram um relacionamento. Em 22 de abril daquele ano, a jovem aceitou o convite para passar alguns dias no apartamento do namorado, em Imbituba.
Durante o período em que esteve na cidade, Isadora relatou a amigas que o companheiro se tornava agressivo e descontrolado sob efeito de drogas, conforme a denúncia.
No dia do crime, o homem teria passado mal e a modelo entrou em contato com familiares dele. De acordo com a investigação, Paulo teria se irritado com a atitude, já que os parentes não sabiam do uso de drogas.
Após a saída dos familiares, o casal teria discutido. Conforme o Ministério Público, o réu agrediu Isadora com golpes na região do abdômen, causando a morte da jovem.
Bombeiros que atenderam a ocorrência relataram à polícia que o lençol da cama estava sujo de sangue quando chegaram ao local. No entanto, quando os investigadores compareceram ao apartamento, o lençol já havia sido retirado. A denúncia incluiu ainda a acusação de modificação da cena do crime.










