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Érika dos Reis

Noite especial no Terreiro Luz dos Orixás reúne gira, capoeira e palestra sobre religiões afro neste final de semana

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Para celebrar o Dia Municipal dos Cultos aos Orixás de Imbituba, o terreiro Luz dos Orixás vai realizar, no próximo sábado (25), a partir das 18h, uma noite de religiosidade, cultura e fé. Além da própria gira, a programação contará com exposição, palestra, educação e trabalhos energéticos gratuitos para ampliar a visão da população do que são as religiões de matriz africana.

Além disso, os médiuns da casa realizarão trabalhos energéticos gratuitos, para saúde e prosperidade e, ainda, descarregos com os caboclos, entidades espirituais cultuadas na Umbanda, associadas à força da natureza e à sabedoria ancestral, que se manifestam sob a identidade indígena para orientar, curar e fortalecer espiritualmente os fiéis.

“O convite é para toda a comunidade que tem interesse em conhecer as religiões de matriz afro”, convida Vany Miguel, sacerdotisa da casa. O terreiro fica localizado na rua 2112, no bairro Campo D’Aviação. A entrada é gratuita e aberta ao público.

Cartaz de Divulgação

Exposição dos Orixás

Segundo a sacerdotisa da casa, uma das novidades será a exposição dos Orixás. Cada um estará em seu ‘ponto de força’, isto é, em seu elemento da natureza o qual cada orixá domina.

“O ponto de força de Oxum é a cachoeira, logo teremos uma cachoeira em nosso jardim. Assim como a pedreira, de Xangô, os trilhos de pai Ogum, e assim por diante”, conta a sacerdotisa.

Os chamados pontos de força são locais da natureza onde a energia de cada Orixá se manifesta com mais intensidade, funcionando como verdadeiros “campos vibratórios” ligados àquela divindade.

Na Umbanda, acredita-se que esses espaços, como rios, matas, pedreiras ou o mar, concentram e irradiam as qualidades do Orixá, sendo utilizados para conexão espiritual, orações, oferendas e rituais.

Orixá Ogum – Reprodução: Terreiro Luz dos Orixás

Durante a exposição, o grupo de estudo Capoeira de Angola vai realizar um jogo de capoeira, expressão cultural brasileira que combina luta, dança, música e jogo corporal, marcada por movimentos ágeis, gingados e estratégias, criada por africanos escravizados no Brasil como forma de resistência e preservação cultural.

Palestra sobre religiões de matriz afro

A partir das 18h30, a mestra em História e doutora em Educação Renata Pimenta vai ministrar uma palestra dedicada ao debate sobre o sincretismo religioso, a relevância histórica e cultural das religiões de matriz africana e os impactos do racismo religioso no cotidiano de seus praticantes. A proposta é ampliar o olhar do público sobre essas tradições, destacando suas contribuições para a formação da identidade brasileira e combatendo estigmas ainda presentes na sociedade.

Durante o encontro, serão abordadas práticas e fundamentos de religiões como a Umbanda e o Candomblé, além de reflexões sobre intolerância e preconceito enfrentados por fiéis. A palestra também vai promover um espaço de escuta e diálogo, incentivando o respeito à diversidade religiosa e a valorização das expressões culturais afro-brasileiras.

Santo São Jorge, símbolo católico de Ogum
Reprodução: Terreiro Luz dos Orixás

E, por fim, uma gira de Umbanda

E a partir das 18h30, uma gira de Umbanda, uma reunião espiritual realizada em terreiros, na qual médiuns e participantes se encontram para oração, cânticos e atendimento espiritual. Durante o ritual, entidades espirituais podem se manifestar por meio dos médiuns para oferecer orientações, passes (energização) e auxílio aos presentes. É um momento de acolhimento, escuta e conexão com o plano espiritual.

De forma simples, a gira funciona como um encontro de fé e cuidado espiritual, em que a comunidade busca equilíbrio, aconselhamento e fortalecimento emocional. Conduzida por um dirigente ou mãe/pai de santo, a prática valoriza a caridade, o respeito e a conexão com os Orixás e guias espirituais, sendo um dos principais rituais da Umbanda.

Congá – Reprodução: Terreiro Luz dos Orixás

https://chat.whatsapp.com/Ko6tmdGiCiFLPj6WSCikAi

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