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Com Imbituba e Garopaba representadas, Pico Alto Pro 2025, campeonato de ondas grandes no Peru, recebe sinal verde e acontece no próximo final de semana

Érika dos Reis

SURFEMAIS: Definidos os atletas para o Mundial de Ondas Grandes Big Wave Alliance

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Por Eduardo Rosa

A Janela de Espera da competição em Jaguaruna está aberta até o dia 30 de novembro de 2026. Enquanto a ondulação ideal não chega, serão apresentados os atletas que fazem parte das listas de competidores. O Mormaii Big Wave Alliance é o Campeonato Mundial de Surf de Ondas Grandes na remada, que definirá os campeões mundiais da modalidade.

A lista principal reúne 18 (12 homens e 6 mulheres) dos mais reconhecidos especialistas do Surf de Ondas Grandes da atualidade, combinando campeões, atletas consagrados e nomes em plena ascensão no cenário internacional.

Com trajetórias construídas em picos como Nazaré, em Portugal, Mullaghmore, na Irlanda do Norte, Jaws, Waimea Bay e Pipeline, no Havaí, Mavericks, na Califórnia, Punta de Lobos, no Chile, além das principais ondas brasileiras de grande porte, os atletas selecionados representam diferentes gerações, nacionalidades e estilos, evidenciando a dimensão global e o elevado nível técnico do evento.

Surfistas premiados no Big Wave Challenge 2026, na Califórnia (EUA) devem marcar presença em Jaguaruna

O Big Wave Challenge 2026, uma das principais premiações internacionais do surf de ondas grandes, foi realizado no dia 19 de setembro, na Califórnia, e confirmou a força do elenco do Mormaii Big Wave Alliance. Entre os atletas da lista principal, Grant Baker venceu o Men’s Paddle; Tom Lowe foi eleito Men’s Surfer of the Year; Zoe Chait conquistou o Women’s Paddle; e Justine Dupont foi eleita Women’s Surfer of the Year.

A lista de alternates (suplentes) também conta com dois vencedores da edição 2026: Natxo González, campeão do Men’s Ride of the Year, e Michelle des Bouillons, vencedora do Women’s Biggest Wave por sua onda em Nazaré. Além dos vencedores, outros atletas da lista de alternates também estiveram entre os finalistas do Big Wave Challenge 2026: Mason Barnes (Men’s Surfer of the Year), Jojo Roper (Men’s Paddle), Dominique Charrier (Women’s Paddle e Women’s Surfer of the Year) e Michaela Fregonese (Women’s Biggest Wave).

Esta lista de alternates reforça ainda mais a qualidade do quadro internacional, reunindo surfistas com ampla experiência em condições extremas e resultados relevantes em alguns dos principais palcos do big wave surfing mundial, preparados para assumir vagas na competição. Estes atletas ampliam a profundidade técnica do evento, com especialistas capazes de atuar com segurança, experiência e alto desempenho nas maiores e mais desafiadoras ondas do planeta.

Lista de convidados para o Mormaii Big Wave Alliance 2026

Grant “Twiggy” Baker — África do Sul

O sul-africano Grant “Twiggy” Baker é um dos nomes mais experientes e respeitados do surf mundial de ondas grandes. Tricampeão do circuito mundial da modalidade, construiu uma carreira marcada por vitórias em alguns dos palcos mais emblemáticos do big wave surfing, entre eles Mavericks, Puerto Escondido, Punta Galea e Nazaré.

Mesmo após décadas na elite, Baker continua competindo em alto nível: em 2026 venceu o Thriller at Killers, disputado em Todos Santos, no México, diante de uma forte seleção internacional. Em setembro do mesmo ano, conquistou o Men’s Paddle do Big Wave Challenge 2026, por uma onda surfada na remada em Nazaré. Sua longevidade competitiva e experiência em diferentes tipos de ondas fazem dele uma referência para sucessivas gerações de big riders.

Nic Lamb — Estados Unidos

Natural de Santa Cruz, Califórnia, Nic Lamb cresceu próximo a Mavericks e fez da lendária onda do norte californiano uma das principais referências de sua carreira. Em 2016, conquistou o Titans of Mavericks, um dos resultados mais importantes de sua trajetória, enfrentando alguns dos maiores especialistas em ondas grandes do mundo. Lamb também venceu competições em Punta Galea, no País Basco, e integra há anos o grupo de atletas norte-americanos mais identificados com o surf em condições extremas.

Tom Lowe — Inglaterra, Reino Unido

Natural da Cornualha, na Inglaterra, Tom Lowe é um dos principais representantes europeus do big wave surfing. Sua carreira foi construída longe do circuito tradicional, seguindo grandes ondulações pelo Atlântico e pelo Pacífico e enfrentando ondas como Mullaghmore, na Irlanda, Nazaré, em Portugal, Jaws, no Havaí, e Puerto Escondido, no México.

Reconhecido especialmente por sua disposição para encarar ondas pesadas e tubulares, Lowe alcançou em 2026 um dos maiores reconhecimentos de sua trajetória ao ser eleito Men’s Surfer of the Year no Big Wave Challenge, após uma temporada de destaque marcada principalmente por suas performances em Mullaghmore.

Lucas “Chumbo” Chianca — Brasil

Natural de Saquarema, no Rio de Janeiro, Lucas “Chumbo” Chianca é um dos principais representantes brasileiros da história recente do surf de ondas grandes. Ganhou projeção mundial ao vencer o Nazaré Challenge em 2018 e, desde então, tornou-se presença constante nas maiores ondulações do planeta, competindo e surfando em locais como Nazaré, Jaws e Puerto Escondido.

Em dezembro de 2025, Chumbo voltou ao topo do pódio em Portugal ao vencer a categoria individual masculina do Nazaré Big Wave Challenge em condições que chegaram a aproximadamente 60 pés. Em 2025, também foi eleito Men’s Surfer of the Year no Big Wave Challenge, reconhecimento à sua performance ao longo da temporada internacional. Sua trajetória também tem contribuído para ampliar internacionalmente a presença brasileira no big wave surfing.

Billy Kemper — Havaí, Estados Unidos

Criado em Maui, Billy Kemper construiu grande parte de sua reputação em Peʻahi, mundialmente conhecida como Jaws, uma das ondas mais desafiadoras do planeta. O havaiano é quatro vezes campeão do Peʻahi/Jaws Challenge e também conquistou um título mundial no circuito de ondas grandes, tornando-se um dos competidores de maior sucesso da história recente da modalidade.

Seu surfE combina potência, conhecimento do oceano e uma capacidade particularmente reconhecida de competir sob pressão em condições extremas.

Kai Lenny — Havaí, Estados Unidos

Natural de Maui, Kai Lenny é uma das figuras mais conhecidas e versáteis dos esportes aquáticos contemporâneos. Além do surf de ondas grandes, construiu uma carreira de alto nível em modalidades como stand up paddle, windsurf, kitesurf e hydrofoil, experiência que ajudou a desenvolver uma abordagem altamente técnica e progressiva em ondas gigantes.

Lenny venceu por dois anos consecutivos o prêmio de melhor performance masculina nos Big Wave Awards e conquistou títulos em competições internacionais, incluindo Nazaré. Sua capacidade de aplicar manobras e linhas de surf convencional em ondas de dimensões extremas o transformou em uma das referências técnicas do big wave surfing moderno.

Pedro Calado — Brasil

O carioca Pedro Calado integra a geração brasileira especializada em ondas grandes e acumula experiência em diferentes picos internacionais. Em 2026, alcançou um dos principais resultados de sua carreira ao conquistar o CBSurf Big Wave, na Praia do Cardoso, em Laguna, Santa Catarina.

Em uma final que reuniu alguns dos principais nomes brasileiros da modalidade, Calado superou Lucas Chumbo e encerrou sua participação com uma nota 10, tornando-se campeão brasileiro de ondas grandes. O resultado consolidou seu nome entre os principais big riders do país na atualidade.

Nathan Florence — Havaí, Estados Unidos

Criado no North Shore de Oahu, Nathan Florence desenvolveu uma carreira baseada na busca por algumas das ondas mais pesadas e perigosas do planeta. Diferentemente de uma trajetória centrada exclusivamente em circuitos competitivos, tornou-se mundialmente conhecido por expedições e performances em locais como Pipeline, Jaws, Teahupoʻo e Mullaghmore.

Florence foi eleito Surfer of the Year no Big Wave Challenge em 2023 e novamente em 2024, reconhecimento que reflete sua regularidade em condições extremas e seu destaque no cenário internacional do freesurf de ondas grandes.

Wilem Banks — Estados Unidos

Natural da região de Santa Cruz, Califórnia, Wilem Banks construiu sua trajetória no surf de ondas grandes tendo Mavericks como um de seus principais campos de treinamento. Especialista em ondas de água fria e drops de alta dificuldade, tornou-se conhecido internacionalmente por suas performances no tradicional pico de Half Moon Bay e por expedições para outras ondas de grande porte.

Sua relação com Mavericks, onde enfrentou alguns dos wipeouts mais impressionantes já registrados no local, ajudou a consolidá-lo como um dos integrantes da atual geração de especialistas da Califórnia. Foi campeão do Men’s Paddle do Big Wave Challenge 2025, em Jaws.

Sebastián Correa — Peru

O peruano Sebastián Correa representa uma das mais tradicionais escolas de ondas fortes e tubulares da América do Sul. Ao longo da carreira, desenvolveu experiência em picos de grande exigência técnica no litoral peruano, incluindo Pico Alto e La Herradura, além de sessões em outros destinos internacionais.

Em 2025, conquistou o Pico Alto Pro em condições de ondas grandes, superando uma bateria internacional que incluiu o havaiano Billy Kemper. O resultado reforçou sua posição entre os principais nomes do atual big wave surfing latino-americano.

Russell Bierke — Austrália

O australiano Russell Bierke é reconhecido por sua especialidade em slabs — ondas extremamente pesadas que quebram sobre fundos rasos — e por sua atuação no surf de ondas grandes. Criado na costa sul de New South Wales, ganhou projeção internacional ainda jovem ao enfrentar alguns dos picos mais perigosos da Austrália.

Em 2016, venceu o Red Bull Cape Fear, competição disputada em condições de alto grau de dificuldade e considerada uma das provas mais extremas do surf. Desde então, Bierke consolidou-se como uma das referências australianas no chamado heavy water surfing.

Marco Polo — Brasil

O brasileiro Marco Polo possui longa trajetória no surf profissional e, nos últimos anos, passou a ganhar destaque também por suas atuações em ondas grandes no litoral brasileiro. O surfista tem relação particularmente próxima com a Laje da Jagua, em Jaguaruna, Santa Catarina, onde participou de sessões históricas ao lado de alguns dos principais nomes do big wave surfing nacional.

Em 2025 esteve entre os protagonistas de uma ondulação extraordinária no local, com ondas estimadas em mais de 15 metros, e posteriormente chegou ao terceiro lugar no Campeonato Brasileiro de Ondas Grandes. Sua experiência na Laje da Jagua também lhe confere um conhecimento especialmente relevante sobre as características da onda catarinense.

Katie McConnell — Estados Unidos

A norte-americana Katie McConnell vem se consolidando rapidamente entre os principais nomes do surf feminino de ondas grandes. Além de atleta, possui formação ligada às ciências do oceano e desenvolveu sua carreira esportiva em algumas das condições mais exigentes da modalidade.

Em 2024 venceu o Thriller at Killers, em Todos Santos, e o prêmio de Women’s Biggest Paddle do Big Wave Challenge; em 2025 conquistou a La Vaca Gigante, na Espanha. Em fevereiro de 2026, voltou a vencer o Thriller at Killers, confirmando sua evolução e regularidade no cenário internacional.

Zoe Chait — Estados Unidos

Representante de Half Moon Bay, Califórnia, Zoe Chait é um dos nomes emergentes da nova geração do surf feminino de ondas grandes. Criada próxima a Mavericks, desenvolveu experiência em condições de água fria e ondas de grande potência, além de atuar como salva-vidas, formação que amplia sua preparação para ambientes de alto risco no oceano.

Aos 19 anos, conquistou o segundo lugar no Thriller at Killers de 2026, em Todos Santos, e, em setembro, confirmou sua ascensão internacional ao vencer o Women’s Paddle do Big Wave Challenge 2026, também por uma performance em Todos Santos.

Justine Dupont — França

A francesa Justine Dupont é uma das atletas mais completas e bem-sucedidas da atual geração do surf feminino de ondas grandes. Com performances de destaque em Nazaré, Jaws, Mavericks e Cortes Bank, tornou-se referência tanto no surf de remada quanto no tow-in.

Em 2021, conquistou três das quatro categorias femininas dos Big Wave Awards e, em 2025, venceu o Nazaré Big Wave Challenge em fevereiro e novamente em dezembro. Eleita Women’s Surfer of the Year no Big Wave Challenge em 2025, Dupont repetiu a conquista em 2026, consolidando ainda mais sua posição entre as principais referências internacionais da modalidade.

Bianca Valenti — Estados Unidos

A californiana Bianca Valenti é uma das pioneiras da geração que impulsionou a presença feminina nas maiores ondas do mundo. Especialista em Mavericks e com vitórias em competições de ondas grandes, Valenti conquistou o prêmio Ride of the Year no Big Wave Challenge de 2024 e foi segunda colocada na divisão feminina do Eddie Aikau de 2024.

Fora da água, também teve papel relevante no movimento pela igualdade de premiação entre homens e mulheres no surf profissional, tornando sua trajetória importante tanto esportiva quanto institucionalmente.

Paige Alms — Havaí, Estados Unidos

Radicada em Maui desde a infância, Paige Alms é uma das pioneiras do surf feminino moderno de ondas grandes. Em 2016, tornou-se a primeira mulher campeã mundial de ondas grandes da WSL e repetiu a conquista em 2017.

Especialista em Peʻahi/Jaws, Alms esteve entre as atletas responsáveis por elevar significativamente o nível técnico feminino no pico havaiano e ajudou a abrir espaço para uma nova geração de competidoras em eventos antes dominados pelos homens. Sua trajetória a coloca entre as figuras mais importantes da evolução internacional do big wave surfing feminino.

Catarina Lorenzo — Brasil

A baiana Catarina Lorenzo integra a nova geração brasileira do surf de ondas grandes e chega ao cenário internacional impulsionada pelo principal título nacional da modalidade. Em maio de 2026, conquistou o CBSurf Big Wave, disputado na Praia do Cardoso, em Laguna, Santa Catarina, tornando-se campeã brasileira de ondas grandes.

O resultado obtido diante de algumas das principais especialistas do país marcou um importante avanço em sua trajetória e colocou seu nome entre as representantes brasileiras em ascensão no cenário internacional do big wave surfing.

Alternates do Mormaii Big Wave Alliance 2026

Natxo González — Espanha

O basco Natxo González é um dos principais especialistas europeus em ondas grandes. Natural de Plentzia, venceu o Punta Galea Challenge aos 17 anos e tornou-se, à época, o surfista mais jovem a se classificar para o Big Wave World Tour. Ao longo da carreira, acumulou experiência em alguns dos picos mais exigentes do mundo, como Nazaré, Jaws, Mullaghmore e as ondas do País Basco. Após superar lesões e uma grave concussão, retornou ao mais alto nível da modalidade e, na temporada 2025/26, protagonizou uma das performances de maior destaque em Mullaghmore, na Irlanda, que lhe rendeu o Men’s Ride of the Year do Big Wave Challenge 2026.

Mason Barnes — Estados Unidos

Natural de Wilmington, na Carolina do Norte, Mason Barnes construiu uma trajetória pouco convencional até se tornar um dos nomes de destaque do big wave surfing norte-americano. Depois de desenvolver sua experiência em ondas pesadas no North Shore de Oahu, passou a se destacar principalmente em Nazaré e Mullaghmore, ganhando projeção internacional também por sua participação na série 100 Foot Wave, da HBO. Venceu a categoria Men’s Biggest Tow do Big Wave Awards 2022, por uma onda em Nazaré. Em 2026, foi um dos três finalistas ao prêmio de Big Wave Challenge Men’s Surfer of the Year, consolidando sua posição entre os principais atletas da atual geração.

Landon McNamara — Havaí, Estados Unidos

Criado no North Shore de Oahu, Landon McNamara pertence a uma tradicional família do surf havaiano e desenvolveu sua carreira nas ondas de Waimea Bay e Pipeline. Filho de Liam McNamara e sobrinho de Garrett McNamara, construiu sua própria identidade como surfista de ondas grandes e alcançou o principal resultado de sua carreira em dezembro de 2024, quando venceu o Eddie Aikau Big Wave Invitational, em Waimea Bay. Na competição, obteve uma onda perfeita de 50 pontos e tornou-se o primeiro goofy-footer a conquistar um dos eventos mais prestigiados da história do surf.

Marcos Monteiro — Brasil

Natural de Saquarema, no Rio de Janeiro, Marcos Monteiro é um dos surfistas brasileiros mais experientes no cenário de ondas grandes. Salva-vidas e especialista em resgate no mar, competiu no antigo Big Wave World Tour e acumulou experiência em picos como Punta de Lobos, no Chile, além de importantes ondas brasileiras. Em 2018, foi vice-campeão do Mormaii Big Wave na Praia do Cardoso, em Santa Catarina, atrás de Lucas “Chumbo” Chianca, e em 2026 voltou a integrar o grupo de atletas do CBSurf Big Wave no mesmo local.

Joaquín del Castillo — Peru

O peruano Joaquín del Castillo combina experiência competitiva com uma forte trajetória em ondas pesadas e tubulares. Frequentador do Havaí, desenvolveu seu surf em picos como Pipeline e Waimea Bay e também enfrentou Teahupoʻo, no Taiti, destacando-se em sessões de freesurf e eventos como o Da Hui Backdoor Shootout. Após sofrer uma grave lesão pélvica em Pipeline no final de 2023, retornou às competições em alto nível e, em 2024, venceu o evento de ondas grandes de El Buey, em Arica, no Chile, com direito a uma nota 10.

Alejandro Fuenzalida — Chile

Natural de Pichilemu, Alejandro Fuenzalida cresceu surfando em Punta de Lobos, um dos principais picos de ondas grandes da América do Sul, onde desenvolveu experiência em condições de água fria, paredes extensas e ondas de grande consequência. Sua evolução também o levou ao cenário internacional e, em sua primeira temporada no North Shore de Oahu, surfou grandes condições em Waimea Bay e tubos em Pipeline, ampliando sua experiência em alguns dos ambientes mais exigentes do big wave surfing mundial.

Jojo Roper — Estados Unidos

Natural de San Diego, Jojo Roper é um dos mais consistentes especialistas norte-americanos em ondas grandes da atual geração, com experiência em Mavericks, Jaws, Waimea Bay, Todos Santos e Nazaré. Fortemente identificado com o paddle-in surfing, ganhou reconhecimento internacional ao vencer o Big Wave Challenge Men’s Paddle Award de 2024 por uma onda em Mavericks, além de ser indicado ao prêmio Men’s Surfer of the Year na mesma temporada. Em 2026, voltou a figurar entre os indicados ao Men’s Paddle Award, desta vez por uma performance em Nazaré.

Manuel Lezcano — Espanha

O espanhol Manuel Lezcano, de Lanzarote, nas Ilhas Canárias, possui longa experiência nas potentes ondas do Atlântico e vem se destacando especialmente no surf de ondas grandes na remada. Sua trajetória combina décadas de surf em fundos vulcânicos exigentes com participação em competições de big wave e alcançou um de seus principais resultados em fevereiro de 2025, quando venceu o Campeonato Espanhol de Surf de Ondas Grandes, realizado durante a La Vaca Gigante, na Cantábria, em condições que chegaram a aproximadamente nove metros.

Matt Bromley — África do Sul

Natural da Cidade do Cabo, Matt Bromley é um dos principais representantes sul-africanos do surf de ondas grandes e tubos pesados. Ao longo da carreira, acumulou experiência em ondas da África do Sul e em destinos internacionais como Jaws, Mavericks, Havaí, Taiti e Indonésia, construindo uma reputação baseada na busca por condições extremas. Suas performances lhe renderam convites para eventos de prestígio como o Jaws Big Wave Challenge e o Eddie Aikau Big Wave Invitational, consolidando sua presença entre os atletas reconhecidos internacionalmente na modalidade.

Conor Maguire — Irlanda

O irlandês Conor Maguire é uma das principais figuras do desenvolvimento do big wave surfing na Irlanda e tem sua carreira fortemente ligada a Mullaghmore Head, no Condado de Sligo. Após anos de experiência em uma das ondas mais pesadas do Atlântico Norte, ganhou projeção internacional em 2020 ao surfar uma onda apontada como possivelmente a maior já registrada na Irlanda, chegando às indicações do Big Wave Awards. Em dezembro de 2025, durante uma sequência excepcional de grandes ondulações, voltou a chamar atenção mundial ao surfar em Mullaghmore o que definiu como a melhor onda de sua vida.

Nic von Rupp — Portugal

Nascido em Lisboa, Nic von Rupp é um dos surfistas portugueses de maior projeção internacional e uma das figuras mais associadas à evolução do big wave surfing em Nazaré. Reconhecido por sua habilidade em tubos e por performances em ondas de grande porte, ganhou ainda mais visibilidade com sua participação na série 100 Foot Wave, da HBO. Em 2023, dividiu o prêmio de Men’s Biggest Wave do Big Wave Challenge por uma onda em Nazaré e segue figurando entre os principais convidados de eventos internacionais, incluindo o Eddie Aikau Big Wave Invitational.

Ty Simpson-Kane — Havaí, Estados Unidos

Natural de Maui, Ty Simpson-Kane representa a nova geração de especialistas havaianos em Peʻahi, ou Jaws, onde desenvolveu grande parte de sua experiência em ondas extremas. Sua projeção internacional aumentou significativamente na temporada 2024/25, quando foi finalista do Big Wave Challenge Men’s Biggest Wave Award e venceu o prêmio de Wipeout of the Year por uma queda impressionante em Jaws. Sua evolução também lhe garantiu presença entre os alternates do Eddie Aikau Big Wave Invitational 2025/26.

Vinícius “Vini” dos Santos — Brasil

Natural de Florianópolis, Vinícius “Vini” dos Santos é um dos principais representantes catarinenses do big wave surfing, com experiência tanto na remada quanto no tow-in. Ex-salva-vidas da Praia da Joaquina, levou seu conhecimento de resgate e do oceano para ondas como Nazaré, Jaws, Punta de Lobos e Mavericks, além dos principais picos de Santa Catarina. Recebeu três indicações ao Big Wave Awards de 2021, nas categorias Biggest Paddle, Ride of the Year e Performer of the Year, por performances em Nazaré. Também acumulou resultados expressivos em competições no Brasil, Chile e Europa e, em 2026, integrou novamente o campo do Campeonato Brasileiro de Ondas Grandes na Praia do Cardoso.

Caetano Silveira — Brasil

O catarinense Caetano Silveira representa uma das novas gerações do surf brasileiro de ondas grandes. Destaque desde as categorias de base e com passagem pelo WSL Qualifying Series ainda adolescente, ampliou sua experiência internacional enfrentando as ondas gigantes de Nazaré, em Portugal. Em 2026, foi selecionado para disputar o CBSurf Big Wave na Praia do Cardoso e participou de grandes sessões na Laje da Jagua, em Jaguaruna, ao lado de alguns dos principais nomes do big wave surfing nacional, reforçando sua rápida inserção entre os jovens talentos da modalidade.

Tony Laureano — Portugal

O português António “Tony” Laureano, criado na região da Praia Grande, integra a nova geração europeia do surf de ondas grandes e tem sua trajetória fortemente ligada à Praia do Norte, em Nazaré. Começou a surfar ainda criança e, aos 15 anos, tornou-se o mais jovem surfista até então indicado ao XXL Big Wave Awards na categoria de maior onda. Posteriormente ampliou sua experiência para picos como Mavericks e, em 2022, venceu a primeira edição do Coruña Big Waves, na Espanha. Laureano também passou a integrar regularmente a elite convidada para o TUDOR Nazaré Big Wave Challenge, consolidando-se como um dos principais jovens nomes portugueses da modalidade.

Dominique “Domi” Charrier — Chile

Nascida e criada em Punta de Lobos, Dominique “Domi” Charrier tornou-se rapidamente uma das principais representantes da nova geração feminina sul-americana no surf de ondas grandes. Filha do shaper Marcel Charrier, cresceu em contato direto com as poderosas ondas de Pichilemu e passou a dedicar-se especificamente ao big wave surfing em 2021. Em 2025, venceu o Big Wave Challenge Women’s Paddle Award por uma onda em Punta de Lobos e, em 2026, recebeu indicações nas categorias Women’s Paddle e Women’s Surfer of the Year.

Michaela Fregonese — Brasil

A brasileira Michaela Fregonese, natural de Curitiba, consolidou-se entre as principais surfistas de ondas grandes do mundo. Em 2025, uma performance em Jaws lhe rendeu os prêmios de Big Wave Challenge Women’s Ride of the Year e Women’s Biggest Wave e, em maio de 2026, voltou a fazer história ao surfar uma onda oficialmente medida em 12,25 metros na Laje da Jagua, em Santa Catarina, estabelecendo o recorde da maior onda surfada por uma mulher no Brasil. Também foi finalista do Women’s Biggest Wave Award de 2026 por uma performance em Nazaré.

Annie Starr Reickert — Havaí, Estados Unidos

Nascida em Maui, Annie Starr Reickert é uma das mais versáteis waterwomen da nova geração havaiana, com experiência em surf, stand up paddle, foil e outras modalidades oceânicas. Ainda adolescente, terminou em terceiro lugar em sua primeira competição de ondas grandes em Jaws e, posteriormente, venceu a categoria Women’s Biggest Paddle do Big Wave Awards de 2022. Sua evolução também lhe garantiu reconhecimento no cenário havaiano e convites para o Eddie Aikau Big Wave Invitational, colocando-a entre as principais representantes femininas de Maui no big wave surfing.

Laura Enever — Austrália

A australiana Laura Enever é uma das principais referências do surf feminino de ondas grandes na atualidade. Natural de North Narrabeen, em Sydney, construiu inicialmente uma carreira de destaque no surf competitivo tradicional antes de direcionar sua trajetória para o big wave surfing, modalidade em que passou a se destacar internacionalmente por sua atuação em ondas de grande porte no Havaí e em outros picos de alto nível. Em 2023, entrou para a história ao estabelecer o recorde mundial do Guinness para a maior onda surfada na remada por uma mulher, com uma onda de 13,3 metros no Outer Reef, no North Shore de Oahu. No ano seguinte, foi eleita Women’s Surfer of the Year no Big Wave Challenge, consolidando-se como uma das grandes representantes do surf feminino de ondas grandes no cenário internacional.

Laura Coviella — Espanha

Nascida em Tenerife e atualmente baseada em Lanzarote, Laura Coviella passou pelas categorias de base e pelo WSL Qualifying Series antes de direcionar sua carreira ao surf de ondas grandes. Tornou-se a primeira mulher espanhola a surfar as ondas gigantes de Nazaré, marco que a colocou entre as principais representantes do país na modalidade. Desde então, vem ampliando sua experiência em grandes ondas do Atlântico, incluindo sessões em Mullaghmore, na Irlanda, e outros picos europeus de alta exigência.

Anne dos Santos — Brasil

A brasileira Anne dos Santos desenvolveu sua trajetória no big wave surfing em alguns dos ambientes mais exigentes do Pacífico, combinando experiência em paddle-in e tow-in. Suas performances em Teahupoʻo, no Taiti, ganharam reconhecimento internacional e lhe renderam apoio do Big Wave Surfers’ Fund após uma importante ondulação no local. Sua evolução também se reflete em sucessivas seleções relacionadas ao Eddie Aikau Big Wave Invitational, tendo figurado entre as alternates femininas das edições 2024/25 e 2025/26.

Michelle des Bouillons — Brasil

Natural do Rio de Janeiro, Michelle des Bouillons é uma das principais surfistas brasileiras de ondas grandes e uma das atletas mais consistentes em Nazaré. Depois de deixar o circuito competitivo tradicional, direcionou sua carreira para ondas pesadas e construiu ampla experiência em Portugal e outros destinos internacionais. Vencedora do Women’s Biggest Wave Award em 2024, Michelle voltou ao topo da categoria em 2026, conquistando novamente o prêmio pela onda surfada em 13 de dezembro de 2025, em Nazaré. A onda teve medição preliminar de 24,99 metros, superior ao atual recorde mundial feminino de 22,40 metros pertencente a Maya Gabeira, mas a marca de Michelle ainda não foi homologada oficialmente como recorde mundial.

Janela de espera e sistema de chamada do evento

A janela de espera do evento foi aberta em 29 de julho de 2026 e segue até 30 de novembro de 2026. Dentro desta Janela de Espera, quando aparecer uma grande ondulação nos gráficos de previsão, a organização do evento divulgará o Sinal Amarelo com 7 (sete) dias de antecedência, alertando em relação à possibilidade de realização do evento.

Caso a ondulação se confirme adequada, com 4 (quatro) dias de antecedência será dado o Sinal Verde, confirmando a realização do evento. Caso a ondulação não se confirme, será dado o Sinal Vermelho, voltando à espera por uma ondulação mais adequada.

O evento será realizado em um único dia, no auge da grande ondulação. Ao final do dia de competição, será realizada uma Cerimônia de Premiação aberta ao público, com show musical ao vivo. A programação poderá incluir atividades no dia anterior à competição, ainda sujeitas a confirmação.

Para saber mais e acompanhar a espera do evento, é só acessar o Instagram do Big Waves Brasil, clicando aqui.

Mormaii Big Wave Alliance 2026

Realização: Gary Linden; Federação Catarinense de Surf (FECASURF); Movimento Big Waves Brasil (BWB) e Associação de Tow-in de Jaguaruna (ATOW-INJ).

Apresentação: Governo do Estado de Santa Catarina, por meio da Fundação Catarinense de Esporte (FESPORTE); Prefeitura de Jaguaruna, por meio da Secretaria de Turismo e Esportes.

Patrocínio: Mormaii; Buttons; Satto Surfboards; Surfer Magazine; Kawasaki; Jet Ski Watercraft; Trilha SC PowerSports.

Apoio: Tac Telecom; Jus Marcas; Nob; Grud Comunicação Visual; Kamuri Empreendimentos; Wolf Island Big Waves.

Cobertura: NSC Esportes; Portal Waves; Surfguru TV; SurfeMais; Rádio H2O.

Responsabilidade Socioambiental: Selo Evento Sustentável FECASURF.

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