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Érika dos Reis

Quatro pessoas são denunciadas pelo MPSC por homicídio de jovem queimado vivo; entenda o caso

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Quatro pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) pelo homicídio de um jovem de 22 anos, ocorrido em junho, na localidade de Campo Bom, em Jaguaruna. Segundo a denúncia, a vítima foi agredida, rendida e levada contra a própria vontade até uma área de plantação de eucaliptos, onde teria sido exposta ao fogo ainda com vida.

A denúncia foi apresentada pela 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Jaguaruna e já foi recebida pela Justiça. Os acusados, três homens e uma mulher, respondem ao processo presos.

Corpo foi encontrado em plantação de eucaliptos

O corpo do jovem foi localizado no dia 13 de junho, em meio a uma plantação de eucaliptos, no bairro Campo Bom. Conforme os exames periciais citados pelo MPSC, a vítima ainda estaria viva e respirando quando foi atingida pelo fogo.

O cadáver apresentava alto grau de carbonização, o que dificultou a identificação. A vítima foi identificada posteriormente por meio de exame de confronto papiloscópico.

Segundo a denúncia, os envolvidos teriam invadido uma propriedade particular e levado o jovem até a área de plantação. No local, ele teria sido novamente agredido antes de ser submetido ao fogo.

O Ministério Público sustenta que o crime foi cometido com emprego de meio cruel e que a defesa da vítima teria sido dificultada, já que ela teria sido surpreendida por um grupo em maior número e estaria sob efeito de drogas.

Investigação apontou envolvimento com tráfico de drogas

De acordo com o MPSC, a investigação reuniu depoimentos, materiais apreendidos e dados telefônicos para identificar os suspeitos e esclarecer a dinâmica do crime.

Os elementos obtidos durante a apuração também teriam indicado que os denunciados e a vítima possuíam envolvimento com atividades relacionadas ao tráfico de drogas e integrariam o mesmo grupo criminoso. A investigação ainda reuniu declarações atribuídas aos próprios acusados sobre a participação no homicídio.

Desentendimento teria motivado o crime

Conforme a denúncia, o homicídio teria sido motivado por um desentendimento dentro do grupo criminoso.

A vítima teria afirmado que a companheira de um dos denunciados mantinha um relacionamento extraconjugal. Segundo o Ministério Público, o jovem não apresentou provas da acusação, e a situação teria sido interpretada pelos integrantes do grupo como uma forma de deslealdade.

Para a Promotoria, essa circunstância caracteriza o chamado motivo torpe, uma das qualificadoras atribuídas ao homicídio.

Um dos denunciados é apontado pelo MPSC como integrante de uma posição de comando nas atividades relacionadas ao tráfico. Outro seria irmão da mulher mencionada no episódio, enquanto um quarto acusado também teria participação nas atividades criminosas e funções relacionadas à manutenção da autoridade dentro do grupo.

Acusados podem ser julgados pelo Tribunal do Júri

Os quatro foram denunciados por homicídio qualificado por motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que teria dificultado a defesa da vítima. Um dos acusados também responde, segundo o MPSC, por ter supostamente promovido ou organizado a cooperação dos demais para a prática do crime.

Com o recebimento da denúncia pela Justiça, os acusados serão citados para apresentar defesa. O MPSC pede que os quatro sejam submetidos a julgamento pelo Tribunal do Júri.

A denúncia ainda será submetida ao contraditório e à ampla defesa. Portanto, os acusados são considerados inocentes até eventual condenação definitiva.

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