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Érika dos Reis

Projeto Música com Sotaque promove 2ª edição do Ciclo Música no Engenho em Imbituba; ingressos limitados

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O projeto Música com Sotaque vai promover a 2ª edição do “Ciclo Música no Engenho” em Imbituba. A iniciativa acontece no domingo do dia 14, e convida o público para uma experiência cultural em um dos espaços mais tradicionais da comunidade, reunindo música, cultura local e a atmosfera típica de um engenho de farinha.

Após o sucesso da primeira edição, quem não conseguiu marcar presença terá uma nova oportunidade de participar do encontro, que contará com apenas 30 ingressos disponíveis. O evento acontece a partir das 16h, no Engenho de Farinha e Mandioca, localizado no bairro Ibiraquera.

Entre prensas, forno, coxos e tipitís (utensílio tradicional indígena utilizado no processamento da mandioca) o engenho se transforma em palco para uma apresentação que percorre diferentes ritmos latino-americanos, valorizando a produção artística regional por meio da participação de músicos convidados da região.

Vagas limitadas

Além da programação musical, o evento contará com a venda de comidas e bebidas no local. Os ingressos custam R$ 30 e as vagas são limitadas, sujeitas à lotação do espaço. Crianças de colo não pagam.

A organização orienta que os responsáveis tenham atenção especial às crianças durante o evento, já que a celebração acontece dentro de um engenho em funcionamento e com estruturas que exigem cuidados adicionais.

Os ingressos podem ser adquiridos antecipadamente via WhatsApp pelo número (48) 99621-5703. O pagamento também pode ser realizado por Pix, com envio do comprovante e nome completo para a organização.

Sobre as artistas

A artista Mariana Hasapov, a Mari, natural da Argentina e moradora do bairro de Ibiraquera há 15 anos, construiu sua trajetória a partir do contato precoce com a música. Com formação em Musicoterapia, desenvolveu seu trabalho no Brasil atuando em diferentes projetos musicais.

Mariana Hasapov / Reprodução: Rede Sociais

Ao longo do caminho, também criou a banda infantil “Las Fufu” e passou a ministrar aulas de dança, ampliando sua atuação artística. Atualmente, integra o Projeto Música com Sotaque, no qual contribui com sua experiência e sensibilidade na construção de uma sonoridade que dialoga com diferentes influências culturais.

Já a artista Gabriela Berengan, a Gabi, é estudante de teatro e dança pelo coletivo Lab SerArtístico, na cidade de Garopaba, onde atua como atriz e também como produtora cultural. Sua trajetória na música começou aos 24 anos, com o violão, seguida pelo canto e, mais recentemente, pelo estudo do acordeon, ampliando suas possibilidades sonoras e expressivas.

Gabriela Berengan / Reprodução: Redes Sociais

Em 2025, passou a integrar o duo do Projeto Música com Sotaque, no qual apresenta um repertório que reúne diferentes ritmos latino-americanos e releituras de clássicos da cultura latina. A artista une sua vivência nas artes cênicas à música, contribuindo para uma performance que dialoga com diversas linguagens artísticas.

Engenhos de farinha preservam tradição e herança cultural em Imbituba

Presentes há gerações nas comunidades mais tradicionais de Imbituba, os engenhos de farinha fazem parte da identidade cultural e econômica da região. Utilizados no processamento da mandioca, esses espaços reúnem etapas como raspagem, prensagem, torra e peneiração, geralmente realizadas de forma coletiva e artesanal.

Foto: Reprodução / Google Maps

Mais do que locais de produção, representam um saber transmitido entre gerações, mantendo viva a relação das famílias com a terra e com a cultura alimentar local. Em comunidades como a do bairro Ibiraquera, ainda é possível encontrar estruturas preservadas em funcionamento, além de iniciativas culturais e educativas que ajudam a valorizar esse patrimônio.

A origem dos engenhos está diretamente ligada aos saberes dos povos indígenas, que já dominavam o cultivo e o preparo da mandioca muito antes da colonização. Técnicas como ralar, prensar, com o uso do tipiti, e torrar a massa foram fundamentais para tornar o alimento seguro para consumo.

Com o tempo, esse conhecimento foi incorporado e adaptado por colonizadores, especialmente de origem açoriana, dando forma aos engenhos como são conhecidos. O resultado é uma tradição que une influências indígenas e europeias e que segue presente no cotidiano das comunidades, preservando práticas artesanais e reforçando a identidade cultural da região.

Foto: Reprodução / Google Maps

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