A Praia do Rosa, em Imbituba, foi a quarta praia de Santa Catarina com mais registros de afogamentos no mês de janeiro de 2026, período considerado o ápice da temporada de verão. Segundo dados do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC) obtidos em apuração do NSC Total, a praia somou 101 casos entre 1º e 31 de janeiro. 
No ranking estadual, a Praia do Rosa aparece atrás apenas da Praia do Campeche, em Florianópolis, com 235 ocorrências, de Canto Grande, em Bombinhas, com 108, e da Praia de Palmas, em Governador Celso Ramos, com 103. 
Além do Rosa, outras praias bastante movimentadas também aparecem entre as dez com mais ocorrências no estado, como Bombas, em Bombinhas, e Praia Mole e Matadeiro, em Florianópolis.

Veja as praias de SC que mais registraram afogamentos em janeiro
- Praia do Campeche (Florianópolis) – 235 casos de afogamentos
- Canto Grande (Bombinhas) – 108 afogamentos
- Praia de Palmas (Governador Celso Ramos) – 103 afogamentos
- Praia do Rosa (Imbituba) – 101 afogamentos
- Bombas (Bombinhas) – 78 afogamentos
Matadeiro (Florianópolis) – 74 afogamentos
- Praia Mole (Florianópolis) – 74 afogamentos
- Praia Central (Balneário Camboriú) – 52 afogamentos
- Praia Brava (Florianópolis) – 47 afogamentos
- Praia de Caravelas (Governador Celso Ramos ) – 47 afogamentos

Por que a Praia do Rosa aparece no ranking
Segundo o professor de Oceanografia da UFSC Pedro Pereira, ouvido pelo NSC Total, fatores como correntes de retorno, características do mar e o grande fluxo de turistas ajudam a explicar os números. Essas correntes são apontadas pelo CBMSC como o principal fator de risco para banhistas no litoral catarinense. 
De acordo com os bombeiros, as correntes de retorno funcionam como um “corredor” que puxa a água de volta ao mar e pode arrastar uma pessoa em poucos segundos. Em praias com guarda-vidas, esses pontos costumam ser sinalizados com bandeiras vermelhas. 
A orientação é que, ao perceber que está sendo puxado, o banhista acene por ajuda, nade paralelamente à praia ou flutue até o socorro chegar. O recomendado é não nadar contra a corrente, porque ela tende a ser mais forte que a pessoa.

Turismo aumenta a exposição ao risco
Durante o verão, a Praia do Rosa recebe grande número de visitantes, muitos deles sem familiaridade com o comportamento do mar no litoral catarinense. Essa combinação entre alta movimentação e desconhecimento das condições locais pode elevar o número de ocorrências de afogamento.










