Em mais uma jornada de monitoramento das baleias-francas, a SCPAR Porto de Imbituba realizará, nesta sexta-feira (11), a partir das 8h, o tradicional sobrevoo de abertura da temporada. A atividade partirá de Florianópolis, abrangendo toda a região da Área de Proteção Ambiental (APA) da Baleia Franca, e se estenderá até Torres (RS).
A data se justifica por coincidir com o início da temporada reprodutiva destes cetáceos na costa brasileira. A empreitada é uma ação do Programa de Monitoramento das Baleias-Francas da SCPAR Porto de Imbituba que conta com a parceria do Projeto Franca Austral, realizado pelo Instituto Australis. Ao longo da temporada, ainda estão previstos mais dois sobrevoos.

“A região costeira de Imbituba é o principal ponto de aproximação desses mamíferos marinhos, então é de extrema importância a realização do monitoramento para garantir a conservação e a segurança da espécie, concomitante com as operações portuárias”, afirma Christiano Lopes, diretor-presidente do Porto de Imbituba.
As baleias-francas foram caçadas durante séculos ao longo de toda a costa brasileira, chegando ao ponto de não serem mais avistadas na costa catarinense por alguns anos. “Atualmente, podemos observar que a população desses mamíferos marinhos vem crescendo ano após ano”, destaca Paulo Márcio de Souza, gerente do Departamento de Saúde, Segurança e Meio Ambiente do Porto de Imbituba.
“Imbituba foi a última armação baleeira a ser fechada no litoral catarinense e, de certa forma, temos uma dívida com esses magníficos animais. O programa de monitoramento de cetáceos é uma forma de compensar, também, tudo o que foi feito no passado, e é realizado com muito carinho e cuidado pelo Porto de Imbituba”, completa Souza.
O monitoramento da frequência dos cetáceos na região possibilita que o Porto estabeleça controles operacionais voltados à conservação dessas espécies marinhas. “As informações coletadas ao longo da temporada permitem analisar a frequência e o comportamento das baleias na região próxima ao porto, a fim de garantir o estabelecimento de procedimentos para a segurança e a conservação da espécie, promovendo a continuidade das operações portuárias de forma harmônica”, avalia Camila Amorim, Oceanógrafa da SCPAR Porto de Imbituba.
Durante o monitoramento aéreo, com uma equipe de dois observadores e um fotógrafo, será realizado o censo e o registro da localização dos indivíduos, além da fotografia das baleias. “As fotos são utilizadas na identificação das baleias adultas, já que suas calosidades sobre a cabeça funcionam como uma impressão digital”, afirma Karina Groch, diretora do ProFRANCA.











