Operação que prendeu prefeito de Garopaba tem novos desdobramentos e mais presos

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A operação da Polícia Civil que prendeu o prefeito de Garopaba avançou e ganhou novos desdobramentos nesta quinta-feira (8). Desta vez, a segunda fase da Operação Coleta Seletiva resultou em novas prisões e ampliou a apuração sobre um esquema de corrupção em contratos públicos.

A ação ocorreu em Garopaba e em outras três cidades do Sul de Santa Catarina. Ao todo, a Polícia Civil prendeu três pessoas de forma preventiva. Além disso, a Justiça determinou o afastamento de dois secretários municipais.

Novas prisões e medidas judiciais

Entre os presos estão o atual prefeito de Garopaba, um servidor público ligado ao setor de licitações e contratos e um empresário do ramo de coleta e reciclagem de resíduos. Segundo a Polícia Civil, cada um teria atuado em uma etapa do esquema investigado.

Além das prisões, os policiais cumpriram 16 mandados de busca e apreensão. Ao mesmo tempo, a Justiça autorizou o sequestro de bens e valores que somam cerca de R$ 1 milhão. Também houve autorização para a quebra de sigilo telefônico dos investigados.

Investigação alcança outros gestores

Durante o avanço das investigações, a Polícia Civil identificou indícios que envolvem o ex-prefeito de Garopaba. Além disso, o atual prefeito de Pescaria Brava, Luiz Henrique Castro de Souza (Progressistas – PP) também entrou no radar da apuração. Ambos foram alvos de medidas cautelares, embora não tenham tido prisão decretada nesta fase.

Segundo os investigadores, o esquema ultrapassou diferentes gestões municipais. Por isso, a apuração ganhou maior complexidade e alcance.

Esquema teria começado em 2016

A segunda fase da operação marca, portanto, a conclusão de um inquérito conduzido pela 2ª Delegacia de Combate à Corrupção, vinculada à DEIC. A investigação aponta um esquema de corrupção sistêmica, com pagamento de vantagens indevidas, fraudes em licitações e falhas na execução de contratos públicos.

Conforme a Polícia Civil, os crimes teriam começado em 2016. Mesmo assim, o grupo manteve as práticas após mudanças na administração municipal. Dessa forma, os investigadores identificaram atuação contínua entre 2021 e 2025.

Operação ocorreu em quatro cidades

As equipes cumpriram os mandados simultaneamente em Garopaba, Laguna, Tubarão e Pescaria Brava. Ao todo, cerca de 50 policiais civis participaram da ação, com apoio da DEIC e da 18ª Delegacia Regional de Polícia.

Todas as medidas tiveram autorização do Tribunal de Justiça de Santa Catarina. Além disso, o Ministério Público Estadual emitiu parecer favorável.

Presos seguem no sistema prisional

Após o cumprimento dos mandados, a polícia encaminhou os três presos ao Presídio Regional de Tubarão. Por fim, a Polícia Civil informou que as investigações continuam em andamento. Novas informações só serão divulgadas após autorização judicial.

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