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Jovem que sofreu acidente em Imbituba busca tratamento experimental com polilaminina após lesão na coluna

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O jovem Kauã Lori Toledo de Aguiar, de 23 anos, segue em recuperação após sofrer um grave acidente de trânsito na região central de Imbituba. Depois de passar por uma cirurgia na coluna, ele e a família agora buscam acesso a um tratamento experimental com polilaminina que pode auxiliar na recuperação da lesão medular.

O acidente aconteceu no dia 25 de novembro de 2025, na Rua Ernani Cotrin, em frente à Prefeitura de Imbituba. Na ocasião, a motocicleta em que Kauã estava acabou se envolvendo em uma colisão com um carro.

Quando chegaram ao local, equipes do Corpo de Bombeiros encontraram o jovem desacordado. Os socorristas prestaram os primeiros atendimentos, realizaram a imobilização da vítima e a encaminharam ao Hospital São Camilo, em Imbituba.

Lesões graves após o acidente

Após o atendimento inicial, exames apontaram a gravidade dos ferimentos. Kauã Lori Toledo de Aguiar sofreu uma fratura na cervical, com um fragmento ósseo pressionando a medula espinhal. Além disso, ele também teve fraturas nas costelas e na escápula.

O impacto ainda provocou um ferimento profundo no pé esquerdo. Por causa da gravidade do trauma na coluna, a equipe médica decidiu transferi-lo para o Hospital Nossa Senhora da Conceição, em Tubarão.

No hospital, os médicos realizaram uma cirurgia para estabilizar a fratura. No entanto, os exames indicaram uma lesão medular completa, condição que reduz significativamente as chances de recuperação dos movimentos.

Circunstâncias da colisão

Segundo familiares, o acidente ocorreu quando a motorista de um Fiat Palio que trafegava pela pista da esquerda realizou uma conversão inadequada e acabou cruzando a frente da motocicleta.

Com o impacto da colisão, Kauã Lori Toledo de Aguiar foi arremessado contra o passeio e acabou colidindo com um poste próximo ao local. Um vídeo gravado pelas câmeras de segurança mostra o momento da batida e indica que o motociclista não trafegava em alta velocidade.

Diante disso, a família afirma que a manobra do automóvel provocou o acidente.

Recuperação após cirurgia

Desde a cirurgia, o jovem segue em processo de recuperação. Aos poucos, ele tenta retomar parte da rotina dentro de casa.

“No geral estou me recuperando bem do acidente e da cirurgia que tive que fazer na coluna. Aos poucos estou retomando um pouco da normalidade em casa”, relatou.

Mesmo assim, a lesão medular completa impede a recuperação de movimentos ou sensibilidade abaixo da área afetada.

Jovem busca por tratamento experimental

Jovem semanas pós acidente – (Foto: Reprodução)

Diante da falta de alternativas terapêuticas consolidadas para esse tipo de lesão, Kauã Lori Toledo de Aguiar e a família começaram a buscar informações sobre a polilaminina. O medicamento ainda está em fase experimental e vem sendo estudado como uma possível forma de regeneração da medula espinhal.

Eles descobriram essa possibilidade enquanto o jovem ainda estava internado no hospital. A partir daí, passaram a reunir informações sobre como tentar acesso ao tratamento.

Posteriormente, surgiram relatos de pessoas que conseguiram o medicamento por meio de decisões judiciais. Assim, a família iniciou um processo para tentar seguir o mesmo caminho.

Veja o momento do acidente

Processo judicial e nova tentativa

Em um primeiro momento, Kauã conseguiu uma decisão judicial parcial que autorizava o tratamento. No entanto, o processo ainda dependia do interesse do laboratório responsável e da aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O laboratório chegou a enviar documentos ao médico responsável pelo acompanhamento do caso. Depois disso, porém, o processo deixou de avançar.

“O processo da polilaminina parou depois que os documentos chegaram para o médico. Ele disse que falaria com o diretor do hospital, que depois entraria em contato com a Secretaria de Saúde. Depois disso não tivemos mais retorno”, contou.

Diante da falta de avanço, o jovem decidiu buscar outro especialista. Recentemente, ele entrou em contato com um médico que já participou da aplicação do medicamento em outro paciente em Santa Catarina.

Segundo ele, a nova conversa trouxe uma postura mais receptiva.

“Já recebi um tratamento diferente, mais interessado e preocupado com a minha recuperação. O primeiro médico era mais cético em relação à polilaminina”, relatou.

Esperança em meio à recuperação

Mesmo sem garantias de conseguir acesso ao tratamento experimental, Kauã Lori Toledo de Aguiar afirma que pretende continuar tentando.

Para ele, essa possibilidade representa uma esperança diante das limitações provocadas pela lesão medular.

“O melhor é continuar tentando, se ainda for possível. Hoje não existe outro tratamento que realmente devolva movimento ou sensação após uma lesão completa”, afirmou.

Enquanto busca novas alternativas médicas, o jovem segue focado na recuperação e na adaptação à nova realidade após o acidente.

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