Uma força-tarefa formada por equipes municipais, estaduais e federais está realizando, ao longo desta semana, uma investigação epidemiológica em Imbituba para verificar a possível circulação do vírus da febre do Nilo Ocidental e de outros arbovírus entre mosquitos.
A mobilização ocorre após o registro do primeiro óbito por febre do Nilo Ocidental no Brasil em um paciente residente em Imbituba. A partir do caso, órgãos de saúde passaram a intensificar o monitoramento no município para identificar se o vírus está circulando entre os mosquitos da região.
A operação reúne profissionais do Governo de Santa Catarina, por meio da Regional de Saúde de Tubarão e da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive), do Ministério da Saúde, da Prefeitura de Imbituba e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
Mosquitos são coletados em diferentes pontos de Imbituba
Durante a investigação, as equipes estão instalando e realizando capturas em diferentes áreas do município.
Entre os locais incluídos no trabalho estão Itapirubá, Vila Nova, a região central e o bairro São Tomás.
A estratégia de distribuir os pontos de coleta permite que os pesquisadores avaliem diferentes ambientes e verifiquem quais vírus podem estar presentes nas populações de mosquitos encontradas em cada região.
Depois de coletados, os insetos são encaminhados para processamento e análise laboratorial.
Investigação também busca dengue, zika e chikungunya
O trabalho não está restrito ao vírus da febre do Nilo Ocidental.
Os pesquisadores também vão analisar os mosquitos para identificar a possível presença de outros agentes associados a doenças transmitidas por esses insetos, incluindo os vírus da dengue, chikungunya, zika e febre amarela.
A análise simultânea permite ampliar o conhecimento sobre os arbovírus que eventualmente estejam circulando no município.
Segundo a bióloga Sabrina Fernandes Cardoso, da Gerência Regional de Saúde de Tubarão e integrante da equipe de pesquisadores, a realização das coletas em diferentes áreas é importante para identificar quais vírus podem estar presentes entre os mosquitos.
Resultado das análises vai orientar vigilância epidemiológica
O material coletado durante a operação será submetido a análises laboratoriais.
Os resultados deverão contribuir para o trabalho de vigilância epidemiológica, auxiliando os órgãos de saúde na avaliação do cenário e na definição das medidas necessárias para o monitoramento da doença em Imbituba.
A investigação também conta com profissionais e pesquisadores que possuem experiência específica na identificação e no acompanhamento da febre do Nilo Ocidental.
Neste momento, a realização das coletas representa uma etapa de investigação para verificar a circulação viral. A presença do vírus nos mosquitos capturados dependerá dos resultados dos exames laboratoriais.
O que é a febre do Nilo Ocidental?
A febre do Nilo Ocidental é uma doença causada por um vírus transmitido principalmente pela picada de mosquitos infectados. As aves atuam como importantes hospedeiros no ciclo de transmissão, enquanto os mosquitos podem adquirir o vírus ao picar aves infectadas e posteriormente transmiti-lo a outros animais e, ocasionalmente, a seres humanos.
A maioria das pessoas infectadas não apresenta sintomas ou desenvolve manifestações leves. Em uma parcela dos casos, porém, a infecção pode evoluir para quadros neurológicos mais graves.
Por isso, a identificação de uma eventual circulação do vírus entre mosquitos é importante para o planejamento das ações de vigilância e prevenção.
Investigação ocorre após caso registrado em Imbituba
A força-tarefa realizada nesta semana está diretamente relacionada ao caso que resultou no primeiro óbito por febre do Nilo Ocidental registrado no país em um paciente residente em Imbituba.
A partir dessa ocorrência, as autoridades ampliaram a investigação para compreender o cenário epidemiológico local e verificar a existência de circulação do vírus entre os vetores.
Os resultados das análises realizadas a partir dos mosquitos capturados deverão fornecer novas informações para os órgãos responsáveis pelo acompanhamento da situação no município.
Enquanto a investigação prossegue, as equipes permanecem realizando as atividades de campo e coleta em diferentes regiões de Imbituba.











