O homem preso em flagrante por matar um cão de rua com pauladas e golpes de enxada, na comunidade de Ribeirão, em Imaruí, foi colocado em liberdade na tarde desta quarta-feira (23), após passar por audiência de custódia.
O caso ganhou grande repercussão no Sul de Santa Catarina depois que um vídeo registrando as agressões foi entregue às autoridades por uma moradora. A gravação levou à atuação conjunta da Polícia Civil, da Polícia Militar e de uma médica-veterinária, que localizaram o animal já sem vida e enterrado na propriedade do suspeito.
Apesar da soltura, o inquérito segue em andamento e a Polícia Civil continua apurando as circunstâncias do crime.
Prisão ocorreu após vídeo denunciar as agressões
A ocorrência foi registrada na terça-feira (22), quando imagens mostrando o ataque ao cachorro chegaram à representante da Causa Animal Imaruí, a advogada Bruna Furlan Nunes.
Segundo a entidade, o vídeo mostra o cão acuado junto a uma cerca, sem possibilidade de fuga e sem apresentar comportamento agressivo no momento em que é atingido pelos golpes.
Após receber o material, as forças de segurança foram acionadas e realizaram uma vistoria na residência, onde encontraram o corpo do animal enterrado.
Suspeito alegou ataque a animais da propriedade
Durante o procedimento policial, o homem afirmou que matou o cachorro porque ele teria invadido a propriedade e atacado animais criados no local, como um bode e uma vaca.
A versão, entretanto, é contestada pela defesa da causa animal. De acordo com a advogada que acompanha o caso, as imagens não indicam que o cão representasse ameaça no momento das agressões.
O filho do investigado também foi conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos e foi liberado após ser ouvido como testemunha.
Soltura não encerra o processo
Na quarta-feira (23), o suspeito passou por audiência de custódia e foi colocado em liberdade por decisão judicial.
A liberação, no entanto, não significa o arquivamento do caso. A Polícia Civil prossegue com a investigação por maus-tratos a animais com resultado morte e deverá reunir os elementos do inquérito para encaminhamento à Justiça.
As imagens das agressões, os depoimentos das testemunhas e os laudos técnicos deverão integrar a apuração sobre o crime que gerou indignação entre moradores de Imaruí e defensores da causa animal.











