A Câmara de Vereadores de Garopaba realiza, na próxima quarta-feira (25), às 19h, uma audiência pública para discutir o tratamento de esgoto no município e o contrato firmado com a Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan). Além disso, o encontro ocorre na sede do Legislativo e terá transmissão ao vivo pelos canais oficiais.
A iniciativa partiu da Comissão de Infraestrutura, Desenvolvimento e Bem-Estar Social. Nesse sentido, o colegiado, presidido pelo vereador Rodrigo de Oliveira (PT), busca ampliar o diálogo entre poder público, especialistas, instituições e moradores sobre a situação do saneamento básico na cidade.
Debate sobre sistema e contrato
Durante a audiência, os participantes vão analisar a implementação do sistema de tratamento de esgoto e o cumprimento do contrato com a Casan. Ao mesmo tempo, o debate deve abordar tecnologias adequadas à realidade local e possíveis modelos de gestão para o serviço.
Segundo o vereador Rodrigo, a falta de tratamento adequado gera impactos diretos na economia e no cotidiano da população. Por isso, ele destaca que o problema afeta principalmente quem depende do turismo, da pesca artesanal e do comércio local.
“O impacto começa nas famílias que vivem dessas atividades. Quando o esgoto chega ao mar, toda a cadeia econômica sofre”, afirmou.
Impactos no litoral
Nos últimos anos, o litoral catarinense registrou pontos considerados impróprios para banho. Como resultado, a situação preocupa autoridades e moradores. Em Garopaba, além disso, a ausência de um sistema eficiente também compromete a qualidade de vida e atividades tradicionais, como a pesca.
Diante desse cenário, a audiência também vai discutir responsabilidades dos órgãos envolvidos, estratégias de financiamento e alternativas para viabilizar as obras necessárias.
Possíveis investimentos
Entre os caminhos debatidos, está a possibilidade de acesso a recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do Governo Federal. Dessa forma, a articulação para garantir investimentos aparece como uma das principais saídas para avançar no saneamento.
Por fim, a organização reforça que a participação popular será essencial para definir encaminhamentos. Assim, a proposta é transformar a preocupação com a poluição em decisões concretas de política pública.
A audiência é aberta ao público e, portanto, deve reunir representantes de entidades, setor turístico, organizações ambientais, universidades e moradores interessados no tema.











