“Eterna Dona Lurdes”: Idosa de 94 anos morre atropelada por moto em Imaruí

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Uma idosa morreu após ser atropelada por uma motocicleta no início da noite desta quarta-feira (7), por volta das 20h, em um trecho da rodovia estadual que passa em frente ao Cemitério Colina da Paz, na localidade de Cangueri Quadro, em Imaruí. As informações são do Jornalista Douglas Marques.

Segundo informações apuradas no local, a vítima atravessava a via quando foi atingida pela moto. Ela morreu ainda no local, antes da chegada do socorro. O motociclista ficou ferido, foi atendido pelos bombeiros e encaminhado ao hospital.

A vítima foi identificada pela comunidade como Dona Lourdes, conhecida carinhosamente como Dona Lurdinha, moradora da região, próxima à Igreja Adventista da Reforma. Segundo moradores, ela tinha cerca de 94 anos e era bastante conhecida no bairro.

Comunidade cobra redutor de velocidade

O atropelamento causou forte comoção entre moradores, que voltaram a cobrar a instalação de redutores de velocidade no trecho. Segundo relatos, a comunidade pede há anos por lombadas ou outro tipo de controle de velocidade, sem retorno efetivo do poder público.

Moradores afirmam que o local já foi palco de outros acidentes, alguns deles também com mortes. “Aqui já atropelaram meu sobrinho, minha irmã, tudo nessa rodovia. Esse trecho é muito perigoso”, relatou uma moradora durante entrevista no local.

Outra moradora destacou a falta de visibilidade para quem trafega pela via. “Quem vem de Imaruí ou de Imbituba não consegue ver direito. Os veículos passam em alta velocidade, e isso acaba acontecendo”, disse.

Segundo testemunhas, o barulho da motocicleta indicava velocidade elevada momentos antes do impacto. A Polícia Militar Rodoviária foi acionada para atender a ocorrência e apurar as circunstâncias do acidente.

Área foi isolada

A área foi isolada para o trabalho da Polícia Científica, responsável pela perícia, e para a remoção do corpo.

Diante da morte, moradores afirmaram que pretendem organizar um protesto ou até bloquear a rodovia como forma de pressionar o Estado por medidas de segurança viária. “Só quando acontece uma tragédia é que lembram da gente. Quantas vidas mais vão precisar ser perdidas?”, questionou uma das lideranças comunitárias.

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