Deputado Marquito contesta fim das cotas e anuncia ação na Justiça

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O deputado estadual Marcos José de Abreu (Marquito), do PSOL, reagiu ao fim das cotas raciais e de gênero nas universidades públicas e nas instituições de ensino superior que recebem recursos do estado de Santa Catarina.

Segundo o deputado, “Nosso mandato não vai aceitar esse retrocesso. Nós lutamos contra na Alesc, fizemos um abaixo assinado pressionando pelo veto. Cotas são reparação histórica e uma política concreta de acesso à universidade para quem sempre ficou de fora. Por isso, nós do PSOL vamos entrar na Justiça com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) para contestar essa lei”.

Em declaração nas redes sociais, o parlamentar argumentou que “essa lei não cria nenhuma vaga, nenhum acesso à universidade. Muito pelo contrário, restringe o acesso às universidades, aquilo que a gente chama de reparação histórica. Certamente, o governador Jorginho Mello toma essa decisão a partir de um movimento ideológico, que não considera a importância da política de cotas para o acesso a essas populações”.

Marquito lembrou que houve esforço para derrubar o PL do fim das cotas no plenário da Assembleia Legislativa, em votação no final do ano passado. Na sequência, o mandato lançou um abaixo-assinado, que fez parte da campanha para que o governador vetasse o projeto.

O parlamentar aponta que, no constante diálogo do mandato com a sociedade civil, são muitas as manifestações de revolta da população com esse retrocesso. “Agora, na ação que será apresentada pelo PSOL à Justiça, vamos mostrar as inconstitucionalidades desta lei. A luta segue, com mobilização e ação na Justiça, em defesa da educação pública”, finalizou o deputado.

Crédito da foto de capa: Bruno Collaço, Agência AL

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