
Ei, pilotos de sofá! Cola no cinto que o Tiozão explica, se você achou que as regras de 2026 transformariam a Fórmula 1 em um videogame de naves espaciais, acertou…, mas esqueceu que em Mônaco até nave espacial vira carrinho de rolimã travado no trânsito.
O circo está armado e depois de um GP do Canadá que mais pareceu um teste de paciência para os motores elétricos, desembarcamos no Principado. Pela primeira vez na história,
Mônaco não é no mês de maio (o clima mudou, mas o preço do champagne continua um assalto). Estamos na sexta etapa do campeonato e a pergunta que não quer calar, essas “asas móveis”, vão servir para ultrapassar ou apenas para abanar o calor dos pilotos enquanto ficam presos atrás do Hamilton?
O RESUMO DA ÓPERA (OU DO DESFILE DE BARCOS), viemos de Montreal com uma certeza de que o
novo regulamento de 2026 é um “Frankenstein” tecnológico, metade combustão, metade choque elétrico. No Canadá, vimos os carros abrindo e fechando asa como se estivessem tentando decolar (o tal “Modo X” e “Modo Z”), mas a verdade, como diria o mestre Reginaldo Leme com aquela elegância cirúrgica, é que a dirigibilidade ainda está um “Deus nos acuda”. Os carros estão mais curtos e estreitos, glória aos céus, mas pesam tanto quanto um SUV de luxo por causa das baterias.
Nas análises do Splash and Go e do Ressaca Motor o consenso é um só, quem não souber gerenciar a energia vai ficar parecendo um Prius sem carga na subida do Cassino. A Mercedes do garoto Kimi Antonelli parece ter achado um “pulo do gato” na recuperação de energia, enquanto a Red Bull ainda briga para entender por que o carro do Verstappen está assobiando mais que chaleira velha.
AUDI E A ESPERANÇA VERDE-AMARELA, vamos falar de quem realmente importa para a nossa torcida, Gabriel Bortoleto. O moleque está na Audi (que nada mais é que a Sauber com um terno alemão caro e um motor que ainda está aprendendo a falar “potência”). Bortoleto já deu o recado nas entrevistas, “o motor falta um pouco de fôlego”, o famoso “tem pedigree, mas falta ração“.
Ver o Gabriel no cockpit da Audi é de dar arrepios, como ele mesmo disse, mas a realidade em Mônaco será dura. Sem potência de sobra, ele vai ter que ganhar no braço e na estratégia, aqui, a meta é não beijar o guard-rail e torcer para o Hülkenberg não resolver fazer “estratégia de equipe” bem na frente dele. O Brasil voltou ao grid com classe, mas a Audi precisa parar de fabricar “e-tron” de pista e entregar um canhão para o menino.
NOTAS DO PADDOCK
Ferrari: Leclerc corre em casa (de novo). A pressão é tanta que se ele ganhar, o príncipe vira súdito. Se bater, o champagne vira vinagre.
Red Bull: Verstappen está mais ranzinza que o normal. O carro não aceita bem as zebras de 2026 e ele já
ameaçou se aposentar umas três vezes só no treino livre.
McLaren: Continuam com o carro mais bonito e o mais “quase lá”. Piastri e Norris parecem dois irmãos
brigando pelo último pedaço de pizza.
Aston Martin: Alonso descobriu a fonte da juventude ou trocou o sangue por óleo 5W30.

EXPECTATIVAS PRO FINAL DE SEMANA, Mônaco com
aerodinâmica ativa é um convite ao desastre ou à genialidade.
Imagine o piloto tentando mudar a inclinação da asa enquanto desvia de um bueiro a 250 km/h? É o caos gourmet que a gente ama. A pole position aqui vale mais que um
apartamento na avenida Beira Mar de Imbituba. Quem largar
na frente, só perde se a equipe resolver fazer um pit stop
digno de Trapalhões.
Será que o motor Audi aguenta o “anda e para” das ruas?
Será que o Bortoleto vai calar a boca dos críticos e colocar a
quatro argolas no Top 6? O que você acha, piloto de sofá? O Bortoleto belisca um pódio na base do talento ou o motor alemão vai pedir arrego antes da Rascasse?
TiozãoF1 — Pit stop de notícias, sem enrolação.

SOBRE O COLUNISTA
Fillipe Miranda é o TiozãoF1 — fã de Fórmula 1 há quase quatro décadas, engenheiro civil e comentarista de arquibancada raiz. Na coluna TiozãoF1, traz resumo do que importa, contexto, opinião e zoeira responsável sobre a F1. Um verdadeiro pit stop de notícias, sem enrolação. TiozãoF1 com notícias antes das corridas (aquecimento) e pós corridas (resumo + polêmicas). Sem enrolação, só adrenalina!










