
Ei, pilotos de sofá… Cola o cinto que o Tiozão vai te contar o que foi o GP de Miami 2026 – e olha, se você achou que ia ser mais um passeio do Antonelli no sol da Flórida, meu amigo, você subestimou o poder do caos. Teve de tudo: largada de arrasar coração, Max Verstappen rodando 360 graus digno de apresentação de patinação artística, Safety Car, desclassificação, carro pegando fogo e um final de corrida que deixou Charles Leclerc falando sozinho. Tudo isso antes da chuva prevista chegar. Bora que o pit stop é rápido e sem enrolação.
O QUE IMPORTA, Kimi Antonelli venceu a terceira consecutiva, segurando Lando Norris numa batalha que durou a corrida inteira. Mas não se engane: o resultado não conta nem metade da história. A largada foi um verdadeiro paredão de Batman — Antonelli travou os pneus, Verstappen rodou sozinho feito um pião e Charles Leclerc se viu na liderança sem entender direito como. No final, Piastri ainda passou o Leclerc nas duas últimas voltas e o pobre do monegasco rodou, bateu no muro, e ainda tomou 20 segundos de punição por cortar caminho. Uma novela mexicana em 57 voltas.
A LARGADA QUE VALEU O INGRESSO, a FIA, prevendo tempestades e raios (literalmente), adiantou a corrida em três horas, largando às 14hs locais com sol, calor e umidade nas alturas, sem uma gota de chuva.
Apagaram-se as luzes e Antonelli, que vinha embalado com três poles seguidas, fez uma largada sonolenta. Verstappen e Leclerc chegaram juntos. O holandês tentou mergulhar por dentro, travou, e rodou 360 graus no meio do pelotão. Milagrosamente, ninguém o acertou, sorte de principiante ou habilidade dos outros pilotos? Verstappen caiu para nono lugar e Leclerc assumiu a ponta com Antonelli se recuperando em segundo. Do lado de fora, Hamilton e Colapinto já trocavam sopapos na Curva 11, com pedaços de carenagem voando.
SAFETY CAR, AUDI PEGANDO FOGO E O MEIO DE CAMPO PEGANDO FOGO, LITERALMENTE
O Safety Car veio para recolher os destroços de Hamilton e Colapinto com um carro do Liam Lawson, que já tinha batido com Gasly e ido para o churrasco.
Enquanto isso, nos boxes da Audi, Nico Hulkenberg que já tinha entrado com um problema técnico na Sprint no sábado, pegou fogo antes da largada por causa de um vazamento. No domingo, Hulk aguentou 7 voltas antes de superaquecer e decretar game over.
A McLaren aproveitou o Safety Car para colocar pneus duros em Norris e Piastri e foi aí que a corrida virou. Antonelli, que não parou, ficou vulnerável.
O FINAL QUE MERECIA OSCAR
Faltando 5 voltas, o céu começou a fechar e gotas finas de chuva apareceram, Coração na mão, mas a tempestade passou longe.
Quem não passou longe foi Piastri, que colou em Leclerc e nas duas últimas voltas, passou limpo e sem perdão. O australiano não é de fazer média, pobre do Leclerc, desesperado para recuperar, rodou sozinho (de novo), beijou o muro e caiu para sexto. E para piorar, levou 20 segundos de punição por cortar a pista na volta final, caindo para oitavo, atrás do Hamilton. Uma humilhação digna de replay infinito no YouTube.
AS NOTAS DO PADDOCK
Mercedes (Antonelli P1 + Russell P4): Kimi não é mais promessa é realidade, terceira vitória seguida, 25 pontos na mala e uma vantagem no campeonato que já assusta. O moleque de 19 anos parece ter saído de um laboratório de pilotos.
McLaren (Norris P2 + Piastri P3): A dobradinha na Sprint no sábado mostrou que o carro evoluiu. Norris reclamou da estratégia e com razão. Mas Piastri salvou o final de semana com uma ultrapassagem de grife.
Red Bull (Verstappen P5): O pior fim de semana do tetra em muito tempo. Rodou sozinho na largada, levou investigação pós-corrida por cruzamento de linha no pit lane e terminou em quinto. Max parecia mais perdido que turista no metrô de Nova York.
Ferrari (Hamilton P6 + Leclerc P8): Começou com Leclerc liderando, terminou com os dois vermelhos atrás de um carro de 19 anos e um holandês que rodou. Rob Smedley já soltou o alarme, “atualizações levemente destruidoras de alma” no carro.
Williams (Sainz P9 + Albon P10): Dois carros nos pontos, não é muito, mas pra Williams é um prato cheio.
O DRAMA DA AUDI — O CAPÍTULO BORTOLETO

Falando sério agora (mas nem tanto), a Audi teve o pior fim de semana de uma equipe alemã desde que a Porsche tentou fazer carroceria de papel.
Gabriel Bortoleto, o nosso brasileiro, teve um fim de semana para esquecer. Na Sprint de sábado, largou em 11ª posição, chegou em 11ª posição, mas foi desclassificado por uma irregularidade técnica na admissão de ar, um pico de pressão que a FIA não perdoou. Resultado, zero pontos, zero corrida sprint no currículo.
Na corrida de domingo, largou em 22ª posição (problema de freio na classificação), mas se recuperou bem e terminou em 12ª posição. Para quem largou de trás e num carro que mais para na pista do que anda, não foi de todo mal.
O problema, meus amigos, é que a Audi está patinando feio. Allan McNish, o novo diretor de corrida, admitiu, “Confiabilidade é prioridade número um”, impressão que dá é que inventaram o motor novo e esqueceram de testar.
Pois é, piloto de sofá, tempo é o que não falta no calendário de 2026. Mas paciência na F1 é artigo de luxo e a diretoria da Audi não costuma ser conhecida pela tolerância.
FECHANDO O PIT STOP
Miami entregou o que prometeu, caos, sol, brigas, um carro pegando fogo e um italiano de 19 anos que parece não saber o que é pressão. Antonelli já soma três vitórias em quatro corridas. O circo vai para o Canadá daqui a duas semanas e Montreal adora uma surpresa.
A pergunta que não quer calar, será que alguém para esse moleque italiano antes do meio da temporada, ou vamos ter que assistir ao reinado do Kimi até outubro?
TiozãoF1 — Pit stop de notícias, sem enrolação.

Fillipe Miranda é o TiozãoF1 — fã de Fórmula 1 há quase quatro décadas, engenheiro civil e comentarista de arquibancada raiz. Na coluna TiozãoF1, traz resumo do que importa, contexto, opinião e zoeira responsável sobre a F1. Um verdadeiro pit stop de notícias, sem enrolação. TiozãoF1 com notícias antes das corridas (aquecimento) e pós corridas (resumo + polêmicas). Sem enrolação, só adrenalina!










