Estamos vivendo um período interessante: temos que romper com práticas do passado ambientalmente prejudiciais e ao mesmo tempo construir uma nova realidade. Vivemos em um momento que exige rupturas com tudo aquilo que não se quer mais e de necessidade de construção de novas estruturas.
Essa pressão por mudanças vem da emergência climática e dos marcos legais vigentes, além de uma nova consciência coletiva. A boa notícia é que possibilidades tecnológicas existem. Mas essa nova realidade exige esforços e investimentos coletivos, dos agentes do Estado, do mercado e da sociedade. Não será apenas um segmento sozinho vai dar uma resposta a essa demanda urgente por mudanças.
No caso de investimentos em equipamentos e estrutura, por exemplo, se faz necessário que as nossas instituições financeiras, principalmente as instituições de crédito do Estado (BRDE e BNDES) tenham a sensibilidade com essa demanda e viabilizem condições razoáveis para quem quer trabalhar na transformação dessa realidade.
Recentemente, uma simulação de crédito do BRDE para uma cooperativa de catadores de baixa renda adquirir uma usina de decomposição termo magnética de resíduos apresentou rigorosas e insuperáveis exigências de garantias econômicas e financeiras.
Essa situação é incompatível com a necessidade de esforços e cooperação coletivos nessa empreitada por mudanças. Certamente o próprio bem financiado, em forma de leasing, e outros bens disponíveis podem servir como garantias seguras para operação financeira se viabilizar.
Todos temos nossa parcela de responsabilidade nesse momento, e a necessidade de investimentos em novos equipamentos e estruturas por todo o país vai demandar uma resposta mais razoável das instituições financeiras, principalmente as de fomento do Estado.










