Nesta segunda-feira, 19 de outubro, é celebrado o Dia Mundial de Combate ao Câncer de Mama, data que reforça a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do acesso ao tratamento. A mobilização ocorre durante o Outubro Rosa, campanha dedicada à conscientização sobre a doença e à promoção da saúde das mamas.
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deve registrar 78.610 novos casos de câncer de mama por ano no triênio de 2026 a 2028. A estimativa corresponde a um risco de 71,57 casos novos para cada 100 mil mulheres. Sem considerar os tumores de pele não melanoma, esse é o tipo de câncer mais incidente entre as mulheres brasileiras.
Os dados reforçam a importância de ampliar o acesso à informação e aos serviços de saúde, além de incentivar a identificação de possíveis alterações nas mamas.
Origem da data e do Outubro Rosa
O Ministério da Saúde inclui o dia 19 de outubro em seu calendário oficial como o Dia Mundial de Combate ao Câncer de Mama. Entretanto, as fontes públicas consultadas não identificam com precisão quem criou a data nem o ano de sua primeira celebração.
Já o Outubro Rosa teve origem nos Estados Unidos, na década de 1990, quando começaram a ganhar força iniciativas de conscientização sobre o câncer de mama. O movimento se popularizou com ações públicas, eventos e o uso do laço rosa como símbolo da campanha. No Brasil, a mobilização ganhou força a partir de 2008, com a participação de organizações voltadas à saúde das mamas.
A campanha busca estimular a prevenção, a detecção precoce e o acesso ao acompanhamento médico, além de ampliar o debate sobre os desafios enfrentados por pacientes durante o diagnóstico e o tratamento.
Mamografia e diagnóstico precoce
De acordo com o INCA e o Ministério da Saúde, a mamografia é uma das principais estratégias para identificar alterações nas mamas antes mesmo do surgimento de sintomas.
A recomendação atual do Ministério da Saúde para o rastreamento populacional no Sistema Único de Saúde (SUS) é que mulheres de 50 a 74 anos realizem o exame a cada dois anos, desde que não apresentem sinais ou sintomas suspeitos. Mulheres de 40 a 49 anos e acima de 74 anos também podem ter acesso à mamografia, mediante orientação de profissionais de saúde sobre os possíveis benefícios e riscos.
Quando existem sintomas ou alterações suspeitas, a investigação diagnóstica pode ser indicada independentemente da faixa etária. Por isso, a orientação é procurar atendimento de saúde sempre que houver mudanças incomuns nas mamas.
Entre os sinais de alerta estão o aparecimento de nódulos, alterações no formato dos seios ou dos mamilos, retração da pele, vermelhidão persistente, aspecto semelhante à casca de laranja e saída espontânea de secreção pelo mamilo. Pequenos nódulos nas axilas ou na região do pescoço também devem ser avaliados.
O INCA destaca que perceber alterações no próprio corpo e buscar atendimento diante de sinais suspeitos são medidas importantes para favorecer o diagnóstico em fases iniciais. O autoexame, porém, não substitui a avaliação profissional nem os exames recomendados para cada faixa etária e situação clínica.
SUS oferece tratamento gratuito para o câncer de mama
O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece atendimento oncológico integral e gratuito à população brasileira, incluindo diagnóstico, cirurgia, quimioterapia, radioterapia e hormonioterapia, conforme a necessidade de cada paciente.
O tratamento é realizado em unidades especializadas, como os Centros de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (CACONs) e as Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (UNACONs).
O Ministério da Saúde também prevê a reconstrução mamária para mulheres que passaram por mastectomia, conforme indicação clínica e disponibilidade dos serviços habilitados.
Pessoas com suspeita ou diagnóstico da doença podem procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para avaliação e encaminhamento à rede especializada.
Conscientização durante todo o ano
Embora o Outubro Rosa concentre campanhas e ações educativas, a atenção à saúde das mamas deve continuar durante todo o ano.
Além do acompanhamento médico e dos exames indicados, hábitos saudáveis, como praticar atividade física, manter uma alimentação equilibrada e evitar o consumo de bebidas alcoólicas, podem contribuir para reduzir o risco da doença.
O câncer de mama também pode atingir homens, embora seja menos frequente. Por isso, a conscientização e a procura por atendimento diante de alterações suspeitas são importantes para toda a população.
A data de 19 de outubro reforça, assim, a necessidade de informação de qualidade, diagnóstico oportuno e acesso ao tratamento, além da importância de fortalecer as políticas públicas de prevenção e assistência às pessoas afetadas pela doença.











