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Hospital Municipal de Garopaba (1)

Hospital Municipal de Garopaba é apresentado na Câmara e parte para análise; Previsão é de funcionamento em 2028

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O projeto do Hospital Municipal de Garopaba avançou para uma nova etapa nesta quarta-feira (30), quando a proposta foi apresentada durante uma reunião na Câmara de Vereadores. O encontro reuniu representantes da administração municipal, entidades, conselhos e integrantes da comunidade para detalhar a estrutura planejada e os próximos passos necessários para que o empreendimento saia do papel.

A proposta prevê um hospital com quatro pavimentos, até 40 leitos, Unidade de Terapia Intensiva (UTI), centro cirúrgico e estrutura para exames de diagnóstico, incluindo tomografia e ressonância magnética.

O projeto já havia sido homologado pela Prefeitura na semana anterior e, conforme anunciado pela administração, entrou agora na fase de análise pelo Legislativo. Os documentos foram entregues aos vereadores, que deverão avaliar a proposta antes de uma eventual votação.

A previsão apresentada pelo município é que o hospital esteja funcionando em 2028, mas o cronograma ainda depende de uma série de aprovações e procedimentos administrativos, sanitários e técnicos.

Projeto prevê quatro pavimentos e estrutura hospitalar completa

A apresentação realizada na Câmara detalhou parte da estrutura prevista para o futuro hospital.

O prédio terá quatro pavimentos, com uma altura projetada semelhante à do atual Garopaba Pronto Atendimento (GPA 24h), localizado próximo à área onde o empreendimento deverá ser implantado.

Entre os serviços previstos estão internações clínicas e cirúrgicas, centro cirúrgico, UTI adulto e equipamentos destinados à realização de exames.

A estrutura de diagnóstico deverá contar com tomografia e ressonância magnética, ampliando a capacidade de investigação e atendimento dentro do próprio município.

O projeto também prevê subpostos de enfermagem próximos aos leitos da UTI, permitindo que as equipes mantenham maior proximidade com os pacientes internados.

A proposta mantém as características já apresentadas anteriormente pela administração, que indicavam uma estrutura entre 31 e 40 leitos, conforme a configuração final do empreendimento.

FOTO: Divulgação APMG

Hospital será implantado na região da antiga Policlínica

A área prevista para receber o hospital fica na região onde funcionava a antiga Policlínica, próxima ao atual Garopaba Pronto Atendimento.

A escolha do local permite concentrar diferentes serviços de saúde em uma mesma área do município e integrar a futura estrutura hospitalar ao atendimento já realizado pelo GPA 24h.

A construção em quatro pavimentos também representa uma alternativa para aproveitar melhor o espaço disponível.

A altura do prédio, no entanto, passou a gerar questionamentos entre moradores diante das regras previstas pelo Plano Diretor para as edificações no município.

Prefeitura afirma que autorização será específica para o hospital

Durante as discussões sobre o projeto, uma das preocupações apresentadas por moradores está relacionada à possibilidade de que a autorização para uma construção de quatro pavimentos possa abrir precedente para outros empreendimentos ultrapassarem os limites estabelecidos pela legislação urbanística.

A administração municipal afirma que o hospital terá tratamento específico, por se tratar de um projeto considerado especial para a área da saúde.

Segundo a Prefeitura, a autorização relacionada à altura da edificação será vinculada ao empreendimento hospitalar e não representará uma alteração geral das regras do Plano Diretor para outras construções.

A questão deverá fazer parte da análise das autoridades responsáveis pelas diferentes etapas de aprovação do projeto.

IMAS prevê investimento de R$ 11,6 milhões na construção

A proposta apresentada também detalhou a participação do Instituto Maria Schmitt (IMAS), instituição que integra o projeto por meio do modelo de parceria público-privada.

Segundo os dados apresentados, o IMAS prevê um investimento de aproximadamente R$ 11,6 milhões ao longo dos 18 meses estimados para a construção da estrutura.

Os recursos serão distribuídos durante o período de execução da obra, conforme um cronograma financeiro apresentado na reunião.

Entre os valores previstos estão parcelas de aproximadamente R$ 147,4 mil no primeiro mês, R$ 396,4 mil no segundo, R$ 996 mil no 12º e R$ 1,73 milhão no 18º mês.

O cronograma estabelece diferentes desembolsos ao longo da construção, acompanhando a evolução das etapas da obra.

Além do investimento previsto pelo instituto, o município também deverá participar financeiramente do empreendimento, conforme o modelo apresentado.

A proposta foi descrita durante a apresentação como uma união de esforços entre o poder público e a instituição responsável pela operação hospitalar.

Parceria prevê atendimento pelo SUS e particular

O hospital deverá funcionar por meio de uma parceria público-privada, com previsão de destinação de pelo menos 60% da capacidade para atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Os outros 40% poderão ser destinados a pacientes de planos de saúde e atendimento particular.

O modelo foi apresentado pela administração como uma alternativa para viabilizar a implantação e a manutenção de uma estrutura hospitalar sem que todos os custos de construção e operação sejam assumidos diretamente pelo município.

O IMAS já possui experiência na gestão hospitalar e mantém a concessão do Hospital Nossa Senhora da Conceição, em Tubarão.

Construção deve levar 18 meses

O cronograma apresentado durante a reunião estabelece um período estimado de 18 meses para a construção do hospital.

No entanto, a obra ainda não está em fase de execução.

Antes do início da construção, o projeto precisa passar pelas aprovações e autorizações necessárias. A apresentação realizada na Câmara marca justamente uma nova etapa desse processo.

A sequência prevista pela administração é dividida em quatro fases principais:

1. Construção

A primeira etapa corresponde à execução da estrutura física do hospital, com prazo estimado de 18 meses.

2. Aprovação pelos órgãos competentes

Depois da conclusão da obra, a estrutura deverá passar pelas avaliações e autorizações dos órgãos responsáveis.

Entre essas etapas está a análise da Vigilância Sanitária Estadual, que, conforme as informações apresentadas, poderá levar aproximadamente 180 dias.

3. Equipagem

Com as aprovações necessárias, deverão ser instalados os equipamentos médicos, mobiliários e demais recursos necessários para colocar a unidade em funcionamento.

4. Abertura

Somente após a conclusão das etapas anteriores e a obtenção das autorizações necessárias o hospital poderá iniciar o atendimento à população.

Por esse motivo, a previsão de funcionamento em 2028 está condicionada ao cumprimento do cronograma e à conclusão de todas as etapas previstas.

Projeto ainda precisa passar pelos vereadores

Com a apresentação desta quarta-feira, a proposta foi formalmente encaminhada ao Legislativo municipal.

Os nove vereadores deverão analisar a documentação e os aspectos relacionados ao empreendimento antes de uma eventual votação.

Até o momento, não foi divulgada uma data para que o projeto seja apreciado em plenário.

Além da análise parlamentar, o empreendimento ainda depende de avaliações técnicas, sanitárias e administrativas.

A tramitação na Câmara, portanto, representa uma das etapas do processo e não significa, neste momento, autorização imediata para o início das obras.

Hospital foi planejado para reduzir dependência da rede regional

A proposta do hospital surgiu a partir do crescimento da demanda por internações e da necessidade de encaminhar moradores de Garopaba para unidades de outras cidades.

Dados apresentados anteriormente pela Secretaria Municipal de Saúde apontaram que o número de internações de moradores passou de 1.602 em 2022 para 2.429 em 2025.

A administração também informou anteriormente que o município não possui leitos hospitalares próprios e depende da rede regional para atendimentos que exigem internação e procedimentos de maior complexidade.

Outro dado apresentado foi o volume de deslocamentos realizados pela estrutura municipal de transporte em saúde. No primeiro semestre de 2026, mais de 21 mil pessoas haviam sido transportadas para atendimento fora de Garopaba, com aproximadamente 450 mil quilômetros percorridos pela frota no período.

A futura unidade é apresentada pela Prefeitura como uma tentativa de ampliar a capacidade de atendimento dentro do próprio município e reduzir parte desses deslocamentos.

Estrutura poderá ampliar os serviços no futuro

Além da estrutura inicialmente prevista, o projeto foi apresentado com possibilidade de expansão futura.

A unidade deverá começar com serviços de atendimento clínico e cirúrgico, UTI, diagnóstico por imagem e demais estruturas necessárias ao funcionamento hospitalar.

A administração municipal também já havia informado que a estrutura poderá incorporar novos serviços e especialidades posteriormente, conforme a demanda e a capacidade de expansão do empreendimento.

A intenção é que o hospital funcione como uma nova referência de atendimento para os moradores de Garopaba, sem substituir a rede regional para casos de maior complexidade que dependam de serviços especializados.

Próximas etapas definem o avanço do projeto

Com a apresentação na Câmara, o Hospital Municipal de Garopaba entra agora em uma fase de análises que envolve diferentes instituições.

O projeto precisará avançar na tramitação legislativa, obter as autorizações dos órgãos competentes e cumprir as exigências sanitárias e administrativas antes do início da construção.

Caso essas etapas sejam concluídas dentro do cronograma apresentado, a obra deverá ser executada em aproximadamente 18 meses, seguida pela instalação dos equipamentos, obtenção das autorizações de funcionamento e preparação da unidade para receber os primeiros pacientes.

A expectativa da administração municipal permanece sendo colocar o Hospital Municipal de Garopaba em funcionamento em 2028.

Até lá, o projeto ainda terá de passar por uma sequência de etapas que envolve Prefeitura, Câmara de Vereadores, órgãos de fiscalização e a instituição responsável pela futura operação hospitalar.

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