
Ei, pilotos de sofá… cola no cinto, Baku teve batidas, relargadas para testar a pressão arterial e uma chegada decidida por 0,196 segundo. George Russell largou da pole e venceu o GP do Azerbaijão de 2026, mas Max Verstappen veio colado até a bandeirada. Foi por pouco e “por pouco” aqui significa que a Mercedes provavelmente comemorou só depois de conferir o resultado.
A CORRIDA ACONTECEU NO SÁBADO, 26 de setembro, no fim de semana de 24 a 26. Russell segurou a liderança na largada, enquanto Oscar Piastri ganhou terreno e os Red Bull de Verstappen e Isack Hadjar avançaram para a briga da frente. Piastri chegou a andar no pódio, mas um travamento de roda o tirou da disputa, terminou em 13º. Em Baku, uma freada errada custa caro, o circuito não aceita parcelamento. O safety car entrou após o acidente de Alex Albon. Na relargada, a curva 1 virou um daqueles encontros em que todos chegam juntos e ninguém sai satisfeito: Franco Colapinto e Pierre Gasly, companheiros de Alpine, se envolveram em uma colisão, e Lando Norris também abandonou. A prova terminou com seis pilotos fora. Baku, como sempre, ofereceu muros próximos e poucas oportunidades para pedir “só mais uma chance”.

NA FRENTE, Russell resistiu à pressão de Verstappen até a longa reta final. O holandês chegou a menos de dois décimos, mas não encontrou espaço para transformar perseguição em ultrapassagem. Hadjar completou o pódio, e a Mercedes ainda colocou Kimi Antonelli em quinto. A disputa pelo sétimo lugar também foi no detalhe, Arvid Lindblad superou Esteban Ocon por cerca de três centésimos. Teve gente decidindo posição na reta como quem desempata uma corrida no fotochart.
A AUDI SAIU SEM PONTOS, Nico Hülkenberg terminou em 11º, Gabriel Bortoleto foi classificado em 15º, após uma punição de dez segundos por ultrapassar sob bandeira amarela. O brasileiro havia cruzado inicialmente em 13º. A decisão dos comissários o fez perder duas posições. A equipe levou atualizações para Baku, mas os dois carros foram eliminados no Q1 e o resultado da corrida não compensou o fim de semana. Para Bortoleto, foi uma prova de resistência e um lembrete de que, no automobilismo, até uma ultrapassagem pode vir com nota de rodapé.

NA CLASSIFICAÇÃO FINAL, Russell venceu pela Mercedes, à frente de Verstappen e Hadjar, ambos da Red Bull. Leclerc foi quarto pela Ferrari, Antonelli quinto pela Mercedes e Hamilton sexto pela Ferrari. Lindblad terminou em sétimo pela Racing Bulls, Ocon em oitavo e Oliver Bearman em nono pela Haas e Carlos Sainz levou a Williams ao décimo lugar. Hülkenberg, pela Audi, ficou em 11º, Liam Lawson, pela Racing Bulls, em 12º, Piastri, pela McLaren, em 13º, Sergio Pérez, pela Cadillac, em 14º e Bortoleto, também pela Audi, em 15º. Valtteri Bottas abandonou pela Cadillac. Albon, Norris, Gasly, Colapinto e Lance Stroll também não terminaram.
NO FIM DAS CONTAS, Russell converteu a pole em vitória e segurou o ataque de Verstappen até a linha. Baku entregou caos suficiente para ninguém reclamar de falta de assunto e uma margem tão pequena que até o cronômetro deve ter prendido a respiração. Você teria arriscado a ultrapassagem de Verstappen na reta final ou guardado o segundo lugar no bolso?
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SOBRE O COLUNISTA
Fillipe Miranda é o TiozãoF1 — fã de Fórmula 1 há quase quatro décadas, engenheiro civil e comentarista de arquibancada raiz. Na coluna TiozãoF1, traz resumo do que importa, contexto, opinião e zoeira responsável sobre a F1. Um verdadeiro pit stop de notícias, sem enrolação. TiozãoF1 com notícias antes das corridas (aquecimento) e pós corridas (resumo + polêmicas). Sem enrolação, só adrenalina!











